RIP - Malcolm Young (AC/DC) - We Salute You!

Reviews - Agosto (II)

From The Ashes (Scars From Grace)
(2017, Independente)
From The Ashes não é mais que a reedição remisturada, remasterizada, com temas cantados por um novo vocalista – Freddy Krumins, com um novo título e com uma banda com um nome diferente, do lançamento de 2015 Heroes & Demons dos G13 Band. O ponto de contacto é o guitarrista canadiano, radicado na Pennsilvania, Peter Graigs. O estilo é hard rock clássico que, eventualmente, toca no heavy metal tradicional dos anos 80. São seis temas, onde o ponto forte é a capacidade do guitarrista Graigs, daí que os melhores momentos de From The Ashes sejam os dois instrumentais. O resto soa datado e desperta pouco interesse. (4.8/6)


80-69-64 (Last Bullet)
(2017, Independente)
Os canadianos Last Bullet mantêm a sua tradição de lançar singles e EP’s, sendo que este já é o sexto lançamento – três em cada formato. 80-69-64 é um curto (menos de 20 minutos) conjunto de seis temas de forte componente de decadente air metal dos anos 80 e hard rock bem tingido de sleazy e até grunge, mas sempre com uma ligeira sensibilidade blues e sulista em cada tema. Nervoso, agressivo, sujo e com adrenalina, um trabalho que agradará quer a fãs de Velvet Revolver, quer de Soundgarden. (4.4/6)


Speak Volumes (Old James)
(2017, Independente)
Edição física do trabalho de estreia do power trio canadiano Old James. Vocais rasgados, baixo funky e uma guitarra baseada do rock n roll dos anos 70, mas com uma abordagem atual compõem o DNA deste coletivo que tanto soa original como familiar. Speak Volumes apresenta um conjunto de 10 temas (incluindo uma pequena intro), com energia, produção suja, muita transpiração mas nem sempre muita inspiração. (4.1/6)


Shades Of Humanity (Shadowside)
(2017, EMP Label Group)
A banda brasileira liderada pela vocalista Dani Nolden chega ao seu quarto álbum, seis anos após Inner Monster Out e marcando a estreia do baixista sueco, ex-Hammerfall, Magnus Rosén. Um disco atual, com uma atmosfera pesada quer em termos líricos quer musicais, que representam os diversos aspetos da raça humana, caraterizada por defeitos e imperfeições. Um álbum que mostra um metal contemporâneo como Make My Fate e The Fall, abraçando faces mais experimentais como Drifter ou Alive e até fases muito agressivas como Insidious Me ou Unreality. (4.8/6)


The Galactos Tapes (Scanner)
(2017, Massacre Records)
Como forma de comemorar o seu 30º aniversário, os Scanner apresentam The Galactos Tapes, um conjunto de temas que melhor representam a carreira de seis álbuns de estúdio dos germânicos. O CD 1 é composto por 15 temas que representam essa compilação dos melhores temas, onde se inclui, uma cover de Innuendo dos Queen. O CD 2 traz 10 temas clássicos e obrigatórios da banda mas com novas gravações efetuadas pelo atual line-up. Os Scanner foram um dos nomes de referência do power/speed metal teutónico dos anos 80 e fizeram parte da mítica família Noise Records (Helloween, Running Wild….) com quem lançaram os dois primeiros álbuns (Hypertrace, de 1988 e Terminal Earth, um ano depois), antes de ingressarem na editora onde estão atualmente, com quem lançaram três álbuns, sendo que Ball Of The Damned, quarto álbum da banda de Gelsenkirchen, foi lançado pela Victor. (5.0/6)


Rock ‘n’ Roll Warmachine (BloodGod)
(2017, Massacre Records)

Os BloodGod nasceram na Alemanha e lançaram, entre 2010 e 2016 quatro álbuns. Três deles surgem, agora nesta caixa lançada pela Massacre Records. Trata-se de No Brain But Balls (2012), Blood Is My Trademark (2014) e Thunderbeast (2016). Mas esta caixa traz muito mais que a junção destes álbuns. São, ao todo, 45 temas, onde se incluem 8 temas bónus, com destaque para versões de Accept e AC/DC, claramente as principais influências do coletivo, bem como uma cover do emblemático tema dos Judas Priest, Painkiller. Por aqui se podem ouvir temas pesados e lentos como Blowjob Barbie, lado a lado com temas rápidos como Heavy Metal Monsternaut; melodias NWOBHM em Warhordes From The Underworld ou riffs rocks diretos como Bullet To The Head. De facto, a máquina de guerra rockeira alemã está bem viva e mostra-se de forma contundente aos sus novos fãs (4.0/6

Comentários