segunda-feira, 31 de julho de 2017

Entrevista: Cydemind



A utilização do violino no rock não é de hoje, mas a forma como os Cydemind o fazem é que é inovador. Fazer prog metal onde a voz não existe e o violino assume muitas das partes acaba por ser o que se propõem fazer estes canadianos. O resultado é sensacional até porque as estruturas dos temas são muito ricas e frequentemente tocam no jazz. O violinista Olivier Allard e o guitarrista Kevin Paquet foram os nossos convidados para esta conversa.

Olá pessoal! A vossa banda é deveras inovadora. Podem explicar-nos como surgiu a ideia de criar uma banda progressiva tendo o violino como figura principal?
O nossa violinista e ex-baixista Olivier Élie tiveram a ideia de formar uma banda para tocar versões de Dream Theater e David Garrett. Passado algum tempo, surgiu a ideia de começar a escrever música original. David Garrett foi ídolo de adolescente do Olivier e era o seu desejo incorporar o estilo de tocar de Garrett numa banda de prog metal.

Surpreendentemente, o vosso estilo acaba por ser também por ser muito mais do que simples prog metal. Têm um background clássico ou de jazz?
Sim. Camille tem formação clássica de piano e Olivier está a começar o doutoramento em interpretação clássica de violino na Universidade de Montréal. Ninguém tem background de jazz, mas adoramos ouvir alguns artistas de jazz como Avishai Cohen, Tigran Hamasyan e Hiromi. Seguramente, há influência destes músicos na nossa música.

E é fácil juntar estes estilos no processo criativo? Como funciona a composição?
Quando compomos música, a nossa única regra é que deve soar bem. Temos a natural tendência de misturar géneros, provavelmente porque ouvimos muitos tipos diferentes de música.

E, definitivamente, um vocalista é algo que os Cydemind não precisam... Será para continuar assim ou têm ideias para experimentar a inclusão de vozes?
Não está realmente nas nossas intenções incluir um cantor em Cydemind. Não iríamos escrever tão livremente como o fazemos agora se tivéssemos um vocalista na banda. Encontramos tudo o que queremos dizer através da música e não das letras. Dito isto, estamos abertos à ideia de ter vocalistas convidados no futuro.

Não tendo letras, como fazem para dar nomes às vossas músicas?
É uma ótima pergunta e é, provavelmente, a parte mais difícil de fazer! As primeiras músicas que escrevemos não tinham um tema comum de modo que era difícil chegar a algo. Quando decidimos que o nosso álbum estaria centrado em torno da natureza e todo o seu poder, mais ideias vieram à mente e tornou o nosso trabalho um pouco mais simples. Para Derecho e Red Tides, que foram as últimas canções escritas, o seu título influenciou o resultado final, porque inserimos efeitos sonoros relacionados com cada faixa e adaptamos a forma de tocar para se ajustar melhor ao sentimento.

Erosion é o vosso primeiro longa-duração. Como foi o vosso trajeto até agora? Sei que já lançaram um EP e um single...
Estamos muito orgulhosos de Erosion. Sentimos que demos um grande salto em frente em relação aos nossos lançamentos anteriores.

Como tem sido a aceitação no Canadá e o mundo da vossa forma inovadora de fazer metal?
A receção tem sido incrível, e não poderíamos estar mais felizes! Tivemos um espetáculo de lançamento de Erosion aqui em Montreal que foi muito bem-recebido. Há muita ação a decorrer em palco. Pensamos que não é apenas divertimento de ouvir Cydemind, mas, também, é divertido para se ver.

Têm tido muitas oportunidades para mostrar ao vivo a vossa criatividade e excelência?
Antes do lançamento fizemos alguns shows em Montreal e arredores. Agora, estamos numa mini tour aqui no Canadá chamada de Proggy Nights que terminará na cidade de Quebec no dia 18 de agosto, em Montreal a 19 e em Toronto no dia seguinte.

Projetos e objetivos para o futuro? Onde pensam que podem chegar?
Temos algumas coisas planeadas. Nada de suficientemente concreto para revelar por agora! Embora haja um segundo álbum a ser escrito…

Obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Acabamos de lançar uma versão acústica de Another Day dos Dream Theater. Não hesitem em visitar o nosso Bandcamp e Facebook para ouvir o nosso álbum Erosion e muito mais!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Playlist Via Nocturna 27 de julho de 2017


Flash-Review: Fast & Dangerous (Iron Bastards)

Álbum: Fast & Dangerous
Artista: Iron Bastards    
Edição: FDA Rekotz    
Ano: 2016
Origem: França
Género:  Fast Rock ‘n’ Roll, Hard Rock, Thrash ‘n’ Roll
Classificação: 5.5/6
Análise:
Da acentuada influência de Motörhead do álbum anterior, os Iron Bastards voltam com um novo trabalho, que sem negar em definitivo essas influências, se mostra mais variado. O seu boogie woogie violento e agreste de Fast & Dangerous vem com a mesma energia, a mesma atitude, a mesma entrega, o mesmo som sujo e cru. Mas agora adicionado de uma produção mais clara que potencia toda a aditivada sonoridade dos franceses e os coloca como os mais consistentes candidatos ao trono de Lemmy.
Highlights: Fast & Dangerous, Rock O’Clock, Out Of Control, The Wise Man, The Snake In The Sky
Para fãs de: Motörhead, Nashville Pussy, Peter Pan Speedrock, Danko Jones

Tracklist:
1.      Fast & Dangerous
2.      The Code Is Red
3.      Rock O’Clock
4.      The Princess & The Frog
5.      Out Of Control
6.      The Wise Man
7.      Born On The Wrong Side
8.      Sarcasm
9.      Ballbreaker Number One
10.  The Snake In The Sky
11.  Vintage Riders

Line-up:
David Bour – baixo e vocais
Anthony Meyer – bateria
David Semler - guitarras

Reviews - Julho 2017

Back To The Roots (Bastian)
(2017, Sliptrick Records)
Este projeto criado por Sebastiano Conti e onde pontificam membros tão destacados do cenário rock mundial como o vocalista Apollo Papathanasio e Vinny Appice atinge o seu terceiro álbum. E é aqui que se apresenta uma mistura perfeita entre diferentes sonoridades e influências da história do rock, que nos levam de regresso às raízes do género. Por isso o metal tradicional e, essencialmente, o hard rock dos anos 70 estão muito presentes. Conti é claramente influenciado no seu estilo de tocar por Ritchie Blackmore, sendo que Dio, Rainbow e Uriah Heep acabam por ser outras referências relevantes. (4.8/6)


Apocalypse 2.0 (Blind Seer)
(2017, Massacre Records)
Da Bélgica chegam-nos os Blind Seer que se estreiam com Apocalypse 2.0. Em onze temas, mais uma versão de Starman de David Bowie, o trio cruza metal, thrash, industrial, experimental e electro. Por isso, não se pode dizer que por ali falte criatividade. O problema está na forma como essas influências são geridas, acabando o resultado final por não ser muito convincente, agravado, ainda, com uns vocais pouco consistentes. Um trabalho que poderá interessar a quem gosta daquelas coisas estranhas que os Mekong Delta faziam (claro, num patamar muito superior) ou da agressividade/ruído de uns Prodigy ou Rammstein. E uma coisa é certa: a estes belgas ninguém fica indiferente, pela quantidade de janelas musicais abertas. (4.5/6)


So It Hath Begun (Henry Metal)
(2017, Independente)
Os Henry Metal eram completamente desconhecidos para nós e, de repente, somos surpreendidos com três lançamentos neste ano. De todos, o que nos chegou à nossa mesa de trabalho foi So It Hath Begun, que é, também o disco de estreia. E So It Hath Begun começa de forma estrondosa com o primeiro quarteto de temas de grande classe. Heavy metal tradicional, fantásticos solos, melodia a rodos e uma balada soberba. Depois, de repente, a banda começa a entrar em campos fora da sua zona de conforto, com bastante mais experimentalismo e essa fase é menos interessante. Para o final, regressa a melodia, ainda assim embrulhada em ritmos estranhos. Para já, um terço de surpresa, um terço de revelação e um terço de desilusão. (5.3/6)


Return Of The Spectral Rider (Ravage)
(2017, Independente)
Este conjunto de temas agradáveis de verdadeiro heavy metal já tinha visto a luz do dia no álbum Spectral Rider, lançado por uma editora pequena e com uma fraca produção. Passaram-se 12 anos e os Ravage, finalmente, conseguem dar ao seu heavy metal clássico a roupagem que este conjunto de temas sempre mereceu. Felizmente a magia dos anos 80 não se perdeu, e entre referências a Screaming For Vengeace ou The Number Of The Beast, lá vão surgindo apontamentos thrash oriundos do que na altura se fazia na Bay Area. (5.2/6)


Overloaded (42 Decibel)
(2017, Steamhammer/SPV)

Terceiro álbum para a banda de blues rock germânica que obteve bastante sucesso com os seus anteriores Hard Rock ‘n’ Roll (2013) e Rolling In Town (2015). Mantendo bem alta a bandeira do seu blues rock, Overloaded atiça ainda mais a chama do seu hard rock sujo, barulhento e distorcido. Um disco onde o quarteto apresenta dez novos temas inspirados na ideia de levar aos extremos os seus instrumentos. E consegue-o! (4.8/6)

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Entrevista: Dany M

Antigo músico de bandas como os 100 Complexos, Daniel Monteiro, aka Dany M, em boa hora se aventurou sozinho. Com um conjunto de temas de grande personalidade e diversidade e um leque de grandes músicos, escreveu e gravou Beyond Reason, um disco de estreia bastante auspicioso. Foi com um guitarrista criativo e acidentado que Via Nocturna falou…

Olá Daniel, tudo bem? Quando sentiste que estava na altura de avançares para um projeto desta envergadura?
Olá Pedro!! Acho que não houve um momento em particular, houve uma espécie de efeito dominó de circunstâncias que se foram conjugando, e a dada altura o passo óbvio era fazer este registo em estúdio, isto aconteceu em 2016. Tinha este sonho faz algum tempo, e quando se vive rodeado de família, amigos e colegas que nos inspiram e motivam, as coisas acontecem de forma natural.

Sendo que tens bastante experiência como guitarrista e até baixista, noutras bandas, esta foi a primeira vez que avançaste sob o teu próprio nome?
Sim estou pela primeira vez a solo. Sabes, estar numa banda tem muitas vantagens, mas também acarreta muitos problemas, por exemplo, às vezes encontrar espaços de ensaio suficientemente grandes para comportar o ego gigante de alguns é impossível (ah!ah!ah!)… falando sério (se bem que de certeza que houve gente que se identificou com o comentário) … a meu ver o maior problema de uma banda é conseguir ter toda a gente motivada, a remar na mesma direção e com o mesmo objetivo. Quando se fala em projetos de originais, estamos a falar que vais investir o teu tempo, energia e dinheiro sem nenhuma garantia de retorno a curto prazo, se não tiveres um grupo de pessoas muito especial, isso vai acabar por se tornar um problema, e eu definitivamente devido a experiências passadas quis evitar isso, daí o avançar com o projeto a solo.

E foi, também, a primeira vez que te aventuraste com os vocais?
Eu já tinha feito backing vocals anteriormente, vocalista principal foi novidade. O nível de importância da voz principal é muito grande, mas foi uma responsabilidade que tive de assumir em função do que queria fazer.

E para isso chamaste a Sandra Oliveira dos Blame Zeus para coaching, certo? Mas ela acabou também por contribuir nos backing vocals?
Sim, quando parti para esta aventura fiz uma análise, o meu ponto forte eram as minhas músicas, o meu ponto fraco claramente era a voz, e tinha de contrariar e trabalhar esse ponto para ser bem-sucedido. Fiz uma pesquisa de professores de canto por aí, e o meu produtor sugeriu a Sandra, que eu não conhecia, mas coincidentemente até é esposa de um grande músico e amigo com quem tive o prazer de tocar. Ela acabou por se tornar uma das pessoas centrais na qualidade final do álbum e a quem estou muito grato. Existem muitos professores a quem pagaria aulas, que se estariam nas tintas para se aprendia ou não, para se o meu objetivo era atingido ou não, mas ela compreendeu exatamente o que eu queria, e massacrou-me até eu chegar lá! Devido a alguns contratempos e ao facto de eu ter um trabalho de 40 horas como vendedor, o álbum foi atrasando um pouco, quando estávamos a fechar e faltavam apenas gravar as backing vocals em algumas músicas, a Sandra foi a escolha obvia não só por ser dona de uma voz incrível, mas também porque já estava à vontade com as músicas, por me ouvir cantar nas aulas e no estúdio, também nas aulas já tínhamos feito algumas experiencias nesse sentido.

E recrutaste um conjunto de músicos de grande profissionalismo e classe. Foi fácil convencer todos eles a participarem no teu disco?
Foi realmente uma honra e privilégio trabalhar com todos, o entusiasmo e profissionalismo por eles depositado na abordagem a cada música foi para mim muito gratificante. Tirando eu que fiquei com as guitarras e as vozes que foram escolha minha, a escolha do baterista, baixista e teclista, foi da responsabilidade do meu produtor Vítor Neves. Ele também foi uma peça fundamental, não só por ter escolhido músicos de grande calibre, mas também pela qualidade, cuidado, energia que depositou neste trabalho. 

O que ressalta à vista no teu disco é a diversidade musical. Foste tu o principal responsável pelas composições? O que mais te influenciou?
Todas as músicas e letras deste álbum são da minha autoria. Tenho uns gostos musicais bastantes diversificados, o meu pai sempre teve grandes discos em casa e habituei-me a ouvir um pouco de tudo. Quando escrevo música não gosto de me limitar, tenho uma política go with the flow (ir ao sabor do vento). A influencia dos Blues, talvez às vezes seja ténue, mas é aquela que vai estando sempre mais presente.

Deste disco já foram registados dois vídeos, curiosamente para temas bem distintos. Foi essa a intenção? Mostrar algumas das diferentes atmosferas existentes em Beyond Reason?
Quando apresentei os temas ao produtor, conversamos sobre a variedade musical, e foi algo que decidi abraçar, acho que criei um álbum fácil de ouvir, em que não há momentos monótonos e que qualquer pessoa independentemente do estilo musical de eleição pode encontrar sempre uma faixa com a qual se identifique, até porque hoje em dia com o formato digital as pessoas podem comprar num álbum apenas as músicas que mais gostam.

Essas atmosferas são, efetivamente, tão díspares que até temos uma secção de rap num tema. Como se proporcionou?
Em 2015 já tinha decidido ir a estúdio e já tinha os projetos da maior parte das 10 músicas. Nesse mesmo ano, o tema She’s So Hot apresentei-o ao vivo numa festa de Natal para testar reações. Nessa festa um colega meu cantou hip-hop, como fiquei surpreendido pelo talento dele, decidi convidá-lo e reformular a música que senti que faltava ali uma “pitada de sal”. Entretanto quando já estava a concluir as gravações, deparei-me com um grande problema, que foi o inglês dele não ser grande coisa. Assim, fui obrigado a arranjar um rapper sob pressão, uma amiga minha conhecia e apresentou-me o Marco AKA Massive, fizemos algumas experiências, e ele acabou por ser a cereja no topo do bolo!

Para ires para palco, já tens uma banda definida? Serão estes músicos que agora gravaram contigo?
Devido a terem a agenda preenchida os músicos que gravaram comigo não me vão poder acompanhar ao vivo, no entanto sem querer levantar o véu, posso adiantar que a banda que vai acompanhar ao vivo será sem dúvida do mesmo nível.

Por falar em palco, como está a tua agenda para o verão?
A minha aposta para apresentação do meu trabalho ao vivo será em outubro, algo que foi planeado em função das agendas dos músicos que me vão acompanhar e por um lado ainda bem que assim foi, pois tive um “pequeno” acidente de trabalho que obrigou a uma paragem em junho/julho. Certamente e terei muito gosto assim que tiver datas concretas de as partilhar convosco!

E depois de Beyond Reason até onde pensas chegar? Que objetivos ainda tens para concretizar?
Eu estou a apostar numa forte presença online, aproveitar a janela que é a internet, para tentar fazer chegar este álbum ao máximo de público possível. O objetivo principal a curto prazo é rentabilizar ao máximo este trabalho, de forma a poder investir num segundo álbum que seria a evolução natural deste, e gostava também de um dia poder fazer um álbum em português.

Obrigado Daniel! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Queria agradecer imenso toda a vossa simpatia, e vosso apoio na divulgação de músicos menos conhecidos, infelizmente quando se entra no mundo da música como músico/banda independente, o que mais se vê são portas fechadas, e quem está lá dentro nem sequer se digna de espreitar para ver quem está a bater à porta. Por isso, muito obrigado por tudo o que fazem pela música portuguesa!!!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Review: Pressure And Time (Taz Taylor Band)

Pressure And Time (Taz Taylor Band)
(2017, Escape Music)
(6.0/6)

Taz Taylor já anda nestas andanças há muito tempo e sempre a surpreender. Depois de dois excelentes discos de hard rock lançados em 2006 e 2009 (respetivamente, Welcome To America e Straight Up), o músico dedicou-se a construir álbuns instrumentais. Portanto, há muito que se esperava o seu regresso às origens do hard rock vocalizado. Acontece com este Pressure And Time, curiosamente pela mesma editor que havia lançado os já citados dois primeiros discos. Um Pressure And Time onde Taz Taylor mantém a secção ritmica original mas vai buscar um verdadeiro talento para o microfone: Chandler Mogel (Outloud/Punky Meadows). A tendência instrumental não desapareceu por completo e por isso, Pressure And Time conta com duas peças  - o próprio tema-título e A Moment Of Clarity. Ambas soberbas peças onde Taz Taylor faz os seus habituais malabarismos técnicos na sua guitarra. Para além dos instrumentais, há também duas baladas -  Highway Song e Astral Child – onde os dedilhados acústicos mostram uma outra faceta do guitarrista e da sua banda, sendo que a primeira acaba por ter um desenvolvimento muito mais interessante em termos de reação. Depois, há uma pouco expectável versão do icónico Purple Rain de Prince. Pouco expectável, no sentido deste ser um tema fundamental na história da música e não ser fácil melhorar. Resultado? Não fugindo muito do original, a Taz Taylor Band assina uma versão magnífica. Depois há todo o resto de um álbum de verdadeiro hard rock, com um baixo cheio de swig a assumir sem receios o protagonismo em muitas fases – aliás, o facto de só haver uma guitarra e esta solar muitíssimo – acaba por ser o baixo a manter a coesão da estrutura. Secrets You Got Over Me foge um pouco ao estilo, pela sua componente bluesy, mas de resto, todos os outros temas colocam Taz Taylor e a sua banda ao nível de nomes como The Sweet, Van Halen ou Kiss. É de lá que vem a influência, mas é em Pressure And Time que está toda a inspiração de um coletivo em grande forma.

Tracklist:
1.     Something Is Ending
2.     Whispers In The Night
3.     Secrets You Got Over Me
4.     Kissed By Elvis
5.     Pressure And Time
6.     Highway Song
7.     Red Line Angel
8.     One Thing
9.     Ash And Bone
10. A Moment Of Clarity
11. Purple Rain
12. Astral Child

Line-up:
Taz Taylor – guitarras
Chandler Mogel – vocais
Barney Firks – baixo
Val Trainor – bateria

Internet:
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Edição: Escape Music   

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Entrevista: Alex Lopez

Passando de um trio para um quarteto, também a música de Alex Lopez se tornou menos crua e mais elaborada e polida. Pelo menos é assim que o compositor americano analisa para Via Nocturna o seu mais recente trabalho intitulado Slow Down. Embora estejam longe de abrandar, músico e banda que o acompanha, os Xpress, acabam por assinar o seu melhor registo.

Olá Alex, como estás? Obrigado pela tua disponibilidade. Podemos começar por apresentar os Xpress aos rockers portugueses?
Antes de mais, deixa-me dizer-te obrigado pela oportunidade de conhecer os amantes portugueses de música portuguesa. Os Xpress são a minha banda de tournée com quem gravei o álbum. São Gary Dowell nos teclados, Steve Pagano no baixo e Michael Maxim na bateria. Cada um deles é um músico incrível que traz experiência e injeta a sua personalidade na música.

Como foi o teu trajeto musical antes de Slow Down?
O meu trajeto é um pouco diferente. Comecei como a maioria dos jovens músicos a tocar em clubes locais tentando estabelecer um nome. Mas, depois, fiz uma pausa para a faculdade e para cuidar da família, apesar de nunca ter perdido a minha paixão pela música. Demorou este tempo para escrever este conjunto de músicas, mas regressei mais forte do que nunca. Nos últimos anos consegui lançar um par de álbuns, tocar regularmente e, finalmente, construir a Xpress como a minha banda.

Foquemo-nos em Slow Down. Quando começaste a trabalhar neste disco?
Eu escrevo música constantemente, mas comecei a conceber este novo álbum no outono de 2016. Foi quando comecei a juntar as músicas num pacote coeso.

Uma vez que Slow Down é já o teu terceiro álbum, de que forma se aproxima ou afasta,  em termos musicais, dos teus trabalhos anteriores?
Os meus dois primeiros álbuns foram propositadamente escritos e produzidos para uma banda de três elementos, que foi como comecei. Nesses primeiros álbuns, também adotei uma abordagem muito live e crua para a produção. Queria que eles soassem como um grande álbum e com um autêntico som bluesrock dos princípios. Com Slow Down, escrevi música que incluiu teclados e tive uma abordagem muito mais polida e sofisticada na gravação.

Como foi o processo de composição? Foi trabalho de equipa ou maioritariamente centrado em ti?
Normalmente escrevo apenas eu. Trago demos gravadas no meu estúdio caseiro e mostro à banda para que acrescentem a sua interpretação da música. Quando já trago as músicas prontas, eles adicionaram a sua personalidade que as faz tornarem-se grandes!

Trata-se de um álbum conceptual? O que é o tema principal?
O álbum tornou-se um álbum conceptual bastante orgânico. É uma história de luta e redenção de uma pessoa contra o vício, embora possa relacionar-se com qualquer tipo de luta. Penso no álbum como uma viagem desde o ponto mais baixo até à salvação.

A respeito das sessões de gravação, como foi a experiência de estúdio? Correu tudo como planeado?
Eu adoro trabalhar em estúdio. É um ambiente onde me sinto bastante confortável. Honestamente tudo correu tão bem no estúdio que acho que fomos afortunados. A surpresa que tive foram as grandes performances que aconteceram.

O álbum tem duas faixas bónus. Que temas são e com que objetivos foram incluídos no CD?
Quando estávamos a ensaiar o álbum com a banda, tocámos essas músicas. E o meu teclista disse: "Essas músicas são demasiado boas para deixar de fora. Uma delas poderia ser incluída”. Porém elas não se encaixavam no conceito, portanto, tive a ideia de as incluir como faixas bónus. O conceito termina com a reprise de Slow Down e as outras duas canções devem ser vistas como unidades individuais. Esperemos que os fãs as vejam como algo positivo.

Existem planos para levar Slow Down para a estrada?
Absolutamente, e estou esperançado de também poder visitar a Europa. Talvez nos vejamos em Portugal...

Obrigado, Alex! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Mais uma vez obrigado e espero que a minha música se conecte de forma positiva com todos em Portugal.

domingo, 23 de julho de 2017

Flash-Review: ... Under A Silver Sky (Designer)

Álbum: Under A Silver Sky
Artista: Designer    
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: Inglaterra
Género:  Soft Rock, Modern Rock, Heavy Metal, Pop
Classificação: 4.6/6
Análise:
Este novo coletivo irlandês consegue desenhar, na sua estreia, uma intrigante mistura entre rock emocional e espiritual e eletrónica. Letras profundas, melodias agradáveis e texturas interessantes são dos elementos mais importantes nesta coleção de sete temas onde o pop e o rock caminham lado a lado.
Highlights: Under A Silver Sky, We Are One, The Answer
Para fãs de: Muse, Depeche Mode, Linking Park, Thirty Seconds To Mars, Pendulum

Tracklist:
1.      Under A Silver Sky
2.      We Are One
3.      The Answer
4.      End Of Everything
5.      Sublime
6.      Mask
7.      Falling

Line-up:
Jacob Durek – todos instrumentos
Greg Kudzia – todos instrumentos
Kevin Bayliss - vocais