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Review - The Human Romance (Darkest Hour)

The Human Romance (Darkest Hour)
(2011, Century Media)

Não é muito vulgar uma banda chegar à sua década e meia de existência, sem oscilações de carreira e mantendo sucessivas mutações que a tornam cada vez mais forte, agressiva, dinâmica, imparável e ameaçadora a cada riff, grito ou álbum. Os Darkest Hour e o seu novo trabalho The Human Romance são um desses casos. Este é o sétimo trabalho da banda de Washington e apresenta os Darkest Hour ao seu melhor nível, na sua incontornável mistura de thrash metal com tudo à sua volta. A capa de The Human Romance ilustra na perfeição o compromisso dos Darkest Hour em fazer este tipo de música a todo o custo, mesmo quando as coisas parecem não correr de feição. É esse tipo de paixão insaciável e dedicação ferrenha que transforma The Human Romance na versão 2.0 do colectivo, a mais obscura, que representa um upgrade a vários níveis. Este é um disco em que o quinteto volta atrás a algo já estabelecido mas que o consegue apresentar como algo novo. A música é um pouco mais facilmente digerível, etérea, mas, ainda assim, agressiva. The Human Romance foi registado na Carolina do Norte com Peter Wichers (Soilwork) e o resultado só podia ser metal, thrash americano com raízes no punk rock e hardcore, que é, aliás, parte integrante do som Darkest Hour. Só que agora, soa mais fresco e rejuvenescido e a banda não está presa à tirania de um som específico ou estilo regendo-se pelas suas próprias regras e padrões. A banda introduz algumas coisas mais emocionais e mais profundas no som thrash, e apresentam tanto metal sueco como influências do metal americano e até alguma melancolia. Também desta vez o álbum não termina com um tema longo como era tradição nos álbuns anteriores. Mas mesmo não sendo tão longa, Beyond The Live You Know, acaba por ser uma das faixas melhor conseguidas, valendo bem a pena esperar pelo final. Antes a banda surpreende por um longo instrumental (de mais de oito minutos), Terra Solaris, que é um empreendimento que a banda já não fazia desde Veritas, Aequitas, que aparece no álbum de2003, Hidden Hands Of A Sadist Nation. Globalmente, porém, o álbum é muito variado e mais emocional com a banda a levar seu som para novos limites a pensar nos fãs que estão com eles durante quase duas décadas. Por isso, uma coisa parece certa: os Darkest Hour ainda não atingiram o cerne do seu potencial, apesar do currículo impressionante. A banda já deu muito mas ainda promete mais com o objectivo de cumprir o seu apego à música e o seu compromisso com os fãs e consigo próprios. Como num romance bonito e complicado.

Tracklisting:
Terra Noctunus
The World Engulfed in Flames
Savor the Kill
Man & Swine
Love as a Weapon
Your Everyday Disaster
Violent By Nature
Purgatory
Severed into Separates
Wound
Terra Solaris
Beyond the Live you know

Lineup:
John Henry - Vocais
Mike Schleibaum - Guitarras
Mike Carrigan Theobald - Guitarras
Paul Burnette – Baixo
Ryan Parrish – Bateria

Internet:

Edição: Century Media

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