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Entrevista Ashes Of Hash

Vivendo em total anonimato, defendendo que o que realmente interessa é a música que se ouve e não os nomes de quem a cria, os Ashes Of Hash, oriundos de Nova York, lançam Green Smoke, um disco praticamente sem vozes, preparado para ser ouvido sob a influência de haxixe. Alguém dentro desta estranha entidade acedeu a contar-nos as vivências e expectativas para este álbum.

Green Smoke é o teu segundo lançamento. Podes explicar o sentimento desta nova obra?
Claro que sim. A ideia era criar um disco de rock’n’roll mais tradicional, chamemos-lhe assim, mas com um pouco de distorção para que o fumadores de erva o pudessem achar ainda mais interessante. É sobre o non-sense da vida que a maioria de nós escolheu viver. É sobre o sexo, fumar haxixe, ser criativo. Adoro este lugar maldito a que chamamos Terra.

De que forma Green Smoke é diferente da tua estreia?
Eu acho que é muito mais experimental do que o primeiro. Ashes Of Hash destina-se a ser muito mais do que uma habitual banda de rock em que se copiam uns aos outros as estruturas musicais. E também a bateria está muito melhor, pois desta vez eu tenho uma pequena ajuda de um amigo meu português.

Quais são os principais objetivos que pretendes atingir com Green Smoke?
Não muitos, na verdade. Eu escrevi estas músicas para mim para que eu pudesse fumar ouvindo a música que realmente gosto. Tive tantos momentos bons a fazer isso que quero compartilhar o que criei com o mundo. Eu nunca fiz nada por este mundo, então dou-lhe rock and roll.

Este é um álbum quase todo instrumental. É uma particularidade que tencionas manter?
Claro que sim. Não esqueçamos que a música original não tinha voz. E no Rock, na maioria das vezes, os cantores só preenchem o vazio e os momentos mais débeis da própria música. Nada canta melhor do que uma guitarra bem tocada!

Este álbum teve apenas edição digital. Qual é a tua opinião sobre isso? Achas que uma edição física é desnecessária?
Na verdade, sim. Que se lixem as editoras e as lojas de discos. Eu não sou uma prostituta, a minha música não está à venda. Eu faço isso por prazer e isso é tudo. A Sanatório pensa exatamente como eu e Green Smoke já foi baixado mais de 1000 vezes. Portanto, estou realmente feliz com este método e vou continuar a disponibilizar a minha música dessa maneira.

Afinal quem são os membros de Ashes Of Hash?
[Risos] Quem se importa? Eu não quero que as pessoas me conheçam, eu quero que as pessoas oiçam Ashes Of Hash. Este é o único nome que precisam saber.

Como decorreu o processo de gravação?
Muito rápido. Todas as músicas têm esta história: eu fumo e gravo tudo. No dia seguinte ouço se é bom ou se preciso fumar menos antes da gravação [risos]. Mas é muito simples, muito rápido. Tudo acontece de uma forma muito natural.

Quais são as principais influências de Ashes Of Hash?
Eu cresci a ouvir rock and roll dos anos 60, bandas como Led Zeppelin, The Doors, Rolling Stones e afins. Depois explorei o Blues e, meu amigo, o Blues tem tudo! Nomes como Gary Moore, Stevie Ray Vaughan e BB King são mestres absolutos. O Blues criou o Rock And Roll, Punk, Metal, etc Tudo vem do Blues. Mas, para as novas gerações, apenas aconselho ouvir Creedence Clearwater Revival ... John Fogerty é sensacional!

Este ano é esperado um novo álbum de Ashes Of Hash. O que nos podes dizer, agora, sobre isso?
Contará com músicas remasterizadas do primeiro álbum e algumas canções novas. Sobre o som ... bem, vamos imaginar por um momento que tens John 5, Chris Isaac, Mark Knopfler e os gajos dos Iron Butterfly no mesmo quarto, a fumar um pouco de Rif Cream.

E outros projetos futuros, tens algo em mente?
Não. Acho que vou manter-me a gravar músicas e se alguém quiser ouvi-las, ótimo!

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.

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