segunda-feira, 24 de abril de 2017

Entrevista: Sabotage Club


Quatro anos. É este o período que passou desde que o Sabotage Club abriu as suas portas. Muitas histórias, muitos eventos, muita música. Nomes emergentes e consagrados. Estilos diversos mas como denominador comum o rock ‘n’ roll. A festa, no final deste mês, promete ser de arromba. Ana Paula, um dos elementos responsáveis pelo espaço, falou do que passou e do que há-de vir. A começar na comemoração do 4º aniversário.

Olá, tudo bem? Aí estão quase passados os primeiros 4 anos do Sabotage Rock ‘n’ Roll Club. Que balanço fazes destes primeiros 4 anos?
O balanço é positivo, o Sabotage Club já consegue ser uma sala de referência em Lisboa e para muitos músicos ponto de passagem obrigatório. A sua programação conta já com a presença de inúmeras bandas internacionais e diversas festas que desenvolvem áreas mais específicas do Rock n’Roll, sempre com uma seleção cuidada de DJS, como é o caso da Kaleidoscope, da Chills and Fever, da Cool Trash Club e das mais recentes Rock and Roll Suicide e Press Play que já contam com algumas edições e têm tido uma crescente adesão do público. É um prazer receber imensos músicos, artistas, DJS, fotógrafos, jornalistas, amantes de música, malta para quem a música tem um papel especial na vida. Foi para isso que foi pensado o Sabotage Club, para ser um espaço que promove o intercâmbio cultural entre músicos nacionais e estrangeiros e o público em geral. O Sabotage já consegue ser esse espaço em Lisboa e são cada vez mais os estrangeiros que nos visitam e regressam e os portugueses que nunca de lá saem.

Os objetivos com que há quatro iniciaram este projeto estão todos cumpridos ou ainda não?
O objetivo principal que era o de criar uma sala de concertos, que fosse palco para a apresentação de novos projetos musicais, tem sido cumprido. A inclusão de bandas internacionais na nossa programação tem estado a começar a acontecer com mais regularidade. Diria que já estamos a conseguir fazer o que nos propusemos quando abrimos esta sala ao público mas é um trabalho que tem sido construído e que se constrói todos os dias e em todas as noites em que os eventos decorrem.

Na altura foi essa a forma que encontraste para ultrapassar as dificuldades da indústria musical. Olhando para trás, sentes que foi a decisão correta?
Não foi fácil desistir da representação e distribuição de alguns catálogos e artistas que tanto gostávamos. Na altura questionámo-nos muito sobre parar a distribuidora pois adorávamos o trabalho que desenvolvíamos mas as condições só tendiam a piorar, dada a transformação da indústria discográfica. Tínhamos imensos artistas internacionais que podíamos trazer a Portugal para atuar mas não era fácil conseguir materializar isso, queríamos encontrar um espaço público que nos permitisse desenvolver um recinto multidisciplinar de música ao vivo e promover o intercâmbio cultural entre músicos nacionais e estrangeiros. Dessa forma talvez fosse possível sobreviver como distribuidora, trazendo cá os músicos para atuar mas batemos a muitas capelinhas e não surgiu nenhuma oportunidade viável e a dada altura tivemos que tomar a decisão mais séria e dura da nossa vida de deixar de representar centenas de catálogos independentes que tanto gostávamos, comunicar a nossa decisão a editoras que há já vários anos trabalhavam connosco e sair do mundo musical da forma profissional como vivíamos há já 10 anos. Confesso que foi como se o mundo todo se fechasse num só dia. Mas foi como se terminasse um para ir à procura do outro e conseguir ter mais tempo para iniciar de forma mais ativa a busca de um espaço onde pudéssemos dar continuidade ao projeto da Sabotage. Foi um processo muito moroso, que começou em 2009, altura em que encerrámos como editora e distribuidor, e acabou em 2013, ano em que abrimos como sala de concertos. Estamos certos que foi a decisão correta.

Ainda têm alguma parcela dedicada à distribuição e promoção de música ou essa vertente está de todo posta de lado?
A distribuição terminou no início de 2009 mas o bicho do editor e do promotor de espetáculos continua vivo e retomarmos a ZOUNDS, que era a nossa editora e produtora de eventos noutras salas, são dois projetos para os quais temos algumas ideias em vista.

No final deste mês estão, então de parabéns. O que está ser planeado para comemorar essa data em termos de concertos e não só?
Vamos ter uma série de concertos e DJ SETs de muitos dos Djs que ao longo de todo ano animam as noites no Sabotage Club. Vão ser quatro noites de festa para celebrar o nosso quarto aniversário. A primeira noite, 27/04, arranca com o concerto dos CAPITÃO FANTASMA, um reencontro com Jorge Bruto por muitos esperado seguido dos DJS Serotonin e Nuno Rabino. O dia 28/04 é dedicado a novas bandas nacionais cujos trabalhos se destacam pela sua qualidade e criatividade. São eles ALEK REIN, MEMÓRIA DE PEIXE e CAVE STORY. Após os concertos a festa continua com os DJS Mário Lopes, António Manuel e Nuno Rabino. No dia 29/04 o Sabotage Club recebe TAV FALCO PHANTER BURNS, artista norte americano, músico, fotógrafo, realizador e performer, pioneiro da cena psychobilly junto com nomes como The Cramps, e que trabalhou com nomes como Alex Chilton, Charlie Feathers, etc. A noite prossegue com os DJS A Boy Named Sue, Johnny Chase e Nuno Rabino. Dia 30/04 temos Repórter Estrábico, um regresso aos palcos passados 12 anos, e com temas novos para apresentar. Vamos ver o que nos vêm reportar desta vez. Na primeira parta atuam os SACAPLASTICA e nesta noite os DJS são Tiago Castro, Dr Feelgood e Nuno Rabino.

Pude ler em qualquer lado que foram mais de 500 concertos nestes últimos quatro anos. Como se consegue isso?
Com muito trabalho diariamente e uma equipa de pessoas que adoram aquilo que fazem, nem sempre se consegue juntar trabalho e amor, mas quando isso acontece é muito bom e é isso que acontece no Sabotage Club. Somos poucos mas gostamos muito de desenvolver este projeto. Mas não é só mérito nosso, é também fruto de uma série de malta que está a fazer coisas boas e é surpreendente ver a quantidade de excelentes projetos que existem em Portugal. É para nós um prazer poder receber no palco do Sabotage esses projetos. Mas não é fácil manter uma agenda permanente de eventos e isso é de facto um trabalho constante.

Desse número, certamente houve alguns marcantes, por este ou aquele motivo. Queres referir algum deles?
Sim, houve várias surpresas. Os Parkinsons foram a primeira para mim, quando há muito ausentes dos palcos em Portugal deram o seu primeiro concerto no palco do Sabotage. Ainda estávamos no início e nunca tínhamos tido uma banda da história do rock n’roll no Sabotage Club, estas bandas são uma inspiração para novos músicos. Ouve muitas e é difícil de enumerar. Os Cosmic Dead também deram um concerto brutal, foi provavelmente uma das melhores bandas em palco que algum dia vi no Sabotage. Os Pop Dell Art já cá deram concertos extraordinários, o concerto dos TOY foi uma verdadeira experiencia sónica, o concerto do KID CONGO foi também outra grande noite, chegou depois da hora marcada do início do concerto a Lisboa e ainda tinha que fazer o sound check e começar o concerto às 23:30 porque na véspera tinha estado a tocar em Barcelona mas foi incrível. Fez o sound check em 5 minutos e arrancou com o concerto, isto não é para todos. As Black Wizards, os 10000 Russos, os Japanese Girl, os Ghost Hunt ou o baterista Ricardo Martins foram sem dúvida grandes surpresas, mas houve muitos mais.

E depois da festa de aniversário? Que projetos estão em manga para serem realizados?
Vamos ter o concerto dos ARCHIE AND THE BUNCKERS, uma recente descoberta nossa do universo independente internacional, a tour do novo álbum dos WHITE HILLS (USA) vai passar pelo Sabotage já em junho próximo, ESCAPE ISM o projeto de spoken word de Ian Svenious dos Make Up/Chain and the Gang, o lançamento do novo álbum dos 10000 Russos, são apenas algumas das surpresas que aí vêm. Está nos nossos planos de alguma forma retomar a promoção de eventos noutras salas fora do Sabotage com bandas de maior dimensão e levar o Sabotage Club a outras cidades.

domingo, 23 de abril de 2017

Info's Abril 2017

Welcome To The End (Stormhammer)
(2017, Massacre Records)
Ao seu sexto álbum os Stormhammer resolveram chamar Welcome To The End, mas não sabemos se é premonitório em ralação à banda ou em relação a qualquer outro aspeto. Até porque o que aqui importa referir é toda a pujança musculada de um power metal intenso e consistente, bastas vezes preenchido com uma agressividade mais típica do thrash metal. O facto de se ter mantido a mesma formação desde o álbum antecedente, Echoes Of A Lost Paradise, conferiu mais estabilidade ao coletivo de Munique, que é bem visível nesta máquina de metal bem oleada e dilaceradora, capaz de produzir 12 novos temas agressivos, rápidos, pesados, intensos e com groove. (5.0/6)


Abject Tomorrow (The Vicious Head Society)
(2017, Independente)
The Vicious Head Society é o projeto criado pela mente do guitarrista irlandês Graham Keane, sendo que Abject Tomorrow surgiu como forma do músico se satisfazer a si próprio. E o percursor de tudo isso foi o diagnóstico de cancro da sua esposa. Criar música surgiu como um escape e daí até começar a contactar músicos que pudessem executar as suas ideias foi um pequeno passo. A maioria do álbum foi gravado no estúdio caseiro de Keane com os convidados (Wilmer Waarbroek, Derek Sherinan, Nahuel Ramos, Pat Byrne, Klemen Markelj, Kevin Talley e Nathan Pickering) a gravarem nos seus próprios estúdios. Musicalmente é um disco do mais puro prog metal e como muitas vezes acontece neste subgénero, é um álbum conceptual. Um prog metal que tem influências dos primórdios do rock progressivo como Yes, ELP, Rush ou Genesis até fortes influências de metal como Death, Meshuggah e Megadeth. (4.9/6)


Back For More (The Voodoo Fix)
(2017, Nashvillain Records)
Conhecidos como os primos mais funky dos Black Keys, os The Voodoo Fix têm em Back For More o seu mais recente trabalho, mantendo a sua explosiva mistura de rock, blues, funk e punk, sendo que o principal ponto de diferenciação para o seu trabalho anterior, In Deep, se prende com uma maior enfâse na vertente funk. Por isso, as aproximações aos Red Hot Chilli Peppers se tornem mais óbvias, mas também por isso Back For More apresenta trabalhos rítmicos mais intensos e até próximos da música negra. (4.7/6)


Blackbird (The Riven)
(2017, Independente)
Os The Riven são uma banda de heavy rock de Londres e a sua estreia – este EP de 5 temas - não poderia ter sido mais auspiciosa. São cinco temas que assentam na glória do hard rock dos anos 70, nomeadamente nomes como Grand Funk Railroad ou Deep Purple e que se aproxima do que atualmente fazem gente como Blues Pills, Pristine ou Graveyard. O seu som é cru, áspero, bem condimentado por um feeling soul, retro e profundamente orgânico. Intenso e feito com critério. Ansiamos pelo longa-duração. (5.5/6)


Big Wave (Felling Like A Million)
(2017, Master Twin Prod.)
Quatro anos depois da estreia Salvation, Big Wave é a nova proposta do quarteto Feeling Like A Million. Melodias com arranjos interessantes, riffs bem introduzidos e uma maciça parede sonora são algumas das principais características do coletivo que se mantém inalteradas. No entanto, em Big Wave, há uma maior enfase na criação de dinâmicas e melodias, tornando as canções mais profundas apresentando uma maior maturidade. (5.0/6)


Dead Of Night (Stormage)
(2017, Massacre Records)
Depois de terem lançados dois álbuns com boa aceitação, os Stormage também ultrapassam a prova de fogo do terceiro álbum, não propriamente com distinção, mas com um disco competente e equilibrado. A sua combinação de metal melódico tradicional com metal moderno traz algumas dinâmicas interessantes, mas também faz sobressair os pontos menos positivos, pelo menos, da segunda metade das influências. Ainda assim, energia, poder, groove, emoção e atitude estão presentes num disco de metal musculado e perfeitamente adaptado aos tempos atuais. (4.8/6)


II (We Buffalo)
(2017, Independente)
Começa a ser habitual (ou pelo menos a ser mais visível) a existência de duos no rock nacional. Neste caso, Ricardo Ferreira e Pedro Veiga formam os We Buffalo, projeto de Lisboa, que apresenta o seu novo disco simplesmente intitulado II. Desde logo se confirma que um número reduzido de elementos acarreta algum risco ao nível da elaboração estrutural, porque, de facto, e como em inúmeros outros exemplos, faltam os recursos humanos disponíveis para a prossecução de objetivos mais complexos e arrojados. Por isso, II é um conjunto de temas curtos, diretos e sujos, com alguma (mas reduzida) musicalidade a tocar o grunge, o garage e o stoner. Seguramente era isso que o duo pretendia fazer e eram esses os seus objetivos, mas com tanto bom lançamento nesta área exigia-se um pouco mais. (3.8/6)

Flash-Review: Second To None (Spitefuel)

Álbum: Second To None
Artista:  Spitefuel  
Edição: MDD Records   
Ano: 2017
Origem: Alemanha
Género: Heavy Rock
Classificação: 5.0/6
Breve descrição: Da pesada Purified até à melodiosa headbanger de Devil’s Darling ou By My Hand, da mid-tempo Whorehouse Symphony à frágil e sensual balada Fly, da orientação oriental de Triad Of Faith às influências prog de Regrets, Second To None é um disco equilibrado, diversificado e maduro, mantendo sempre a capacidade de surpreender num nível elevado.
Highlights: Purified, By My Hand, Whorehouse Symphony, Fly, Regrets
Para fãs de: Accept, Judas Priest, Queensrÿche, Pretty Maids

Tracklist:
01. On Burning Wings
02. Purified
03. By My Hand
04. Whorehouse Symphony
05. Regrets
06. Sleeping With Wolves
07. Adamah's Tribes
08. Triad Of Faith
09. Fly
10. Devil's Darling
11. It Remains Empty Forever

Line-up:
Stefan Zörner - vocais
Tobias Eurich - guitarras
Timo Pflüger - guitarras
Finn Janetzky - baixo
Björn-Philipp Hessemüller - bateria

sábado, 22 de abril de 2017

Notícias da semana

A banda de prog power metal brasileira Vandroya lança o seu novo álbum, Beyond The Human Mind, a 28 de abril pela Inner Wound Recordings. O segundo single retirado do disco, The Path To The Endless Fall já está disponível para streaming no Youtube. Com um maior pendente progressivo, embora não abandonando as suas caraterísticas principais, Beyond The Human Mind é um disco mais maduro e mostra a evolução técnica e artística da banda. The Path To The Endless Fall sucede ao lyricvideo do tema I’m Alive.



Daedalum é novo do novo trabalho dos italianos Revenience, um disco onde o progressivo, o sinfónico, o gótico e até o electrónico se cruzam. O álbum saiu em fevereiro pela Sliptrick Records e o vídeo do tema Shamble pode ser visto aqui.


Os Skeletoon lançaram o vídeo oficial ao vivo do tema Night Ain’t Over. O tema retirado do álbum Ticking Clock lançado pela Revalve Records, foi gravado em França, Suíça, Espanha e Itália durante a Triumvirate Tour com DGM, Trick Or Treat e Secret Sphere.


The Start é o novo vídeo dos Urban Tales e conta com as participações do rapper canadiano Loren Dayle e da vocalista Sofia Pires. Realizado pela mesma equipa que orquestrou o vídeo para o single The Name of Love, Tadeusz Januszewski, porém, foi mais longe na história desta curta-metragem, abordando de forma crua e misteriosa a violência doméstica. Este é o segundo single dos Urban Tales depois de um interregno de 5 anos.


A banda de metal melódico Wait Hell In Pain lançará a sua estreia em outubro pela Revalve Records. O álbum terá como título Wrong Desire e foi gravado, misturado e masterizado por Marco Mastrobuono and Matteo Gabbianelli nos Kick Recording Studio.




Os Pyramaze lançaram um vídeo épico para o tema A World Divided. Este tema faz parte do próximo e quinto disco da banda, o conceptual álbum Contigent, a ser lançado a 28 de abril pela Inner Wound Recordings.



Depois de uma pausa de três meses, os Cornerstone regressaram com um novo vídeo e single retirado de Reflections. Desta feita a escolha recaiu no tema Northern Light. Este vídeo foi filmado ao mesmo tempo do anterior, Last Night, foi produzido pela equipa The Cockpit e realizado por Christian Enzmueller.



O projeto de Bruno Sobral, Tsunamiz, acaba de apresentar o segundo single e vídeo retirado do novo álbum Whoreporate Censorshit que saiu no passado dia 20 de março e se encontra disponível para venda em todo digitalmente em todo o mundo.


Naturais de Valado dos Frades, Nazaré, os Icarus nasceram em 2016 fruto de uma amizade de longa data. Depois de terem participado noutros projetos, Filipe Miguel e Rui Vieira começaram com improvisos descomprometidos que rapidamente se tornaram músicas, assumindo-se rapidamente como um duo rock a cantar em português. Após alguns concertos na região oeste, lançaram independentemente ECO - o EP de estreia, que conta com edição física em CD e que teve a primeira apresentação ao vivo no passado dia 25 de março na Biblioteca de Instrução e Recreio, instituição da localidade de onde o duo é oriundo.


Slow, o terceiro disco de Minta & The Brook Trout e o primeiro com o selo da NorteSul, vai ter reedição em vinil, acompanhada por uma série de novidades. Dia 12 de maio, a rodela preta de Slow virá acompanhada pelas ilustrações originais de José Feitor, que neste formato ganham novo sentido. Para celebrar a reedição especial, a NorteSul disponibilizou dois temas inéditos de Minta & The Brook Trout, em formato digital, a partir de 17 de abril. Entretanto, eis In Spain, último single do disco.


Os The Melancholic Youth Of Jesus (mYoj) regressam aos palcos no dia 6 de maio no Sabotage Club, Lisboa, e dia 10 de maio no La Palma, Madrid. Será a estreia da nova formação que conta com Carlos Santos (Voz), Miguel Lopo (Guitarras), João Leitão (Baixo) e Pedro Almeida (Bateria). Em 2017 os mYoj vão estar mais ativos em termos de concertos, estando a trabalhar num novo álbum previsto para edição em 2018.



Os franceses Galderia assinaram pela Massacre Records para o lançamento do seu novo álbum Return Of The Cosmic Men em julho. A banda de power metal composta por Seb (vocais e guitarras), Tom (guitarra solo), Bob (baixo), J.C (bateria) e Julien (teclados) existe desde 2006 tendo lançado uma série de demos, um EP e um álbum.icias da semana

Flash-Review: The Borders Of Light (Raw Silk)

Álbum: The Borders Of Light
Artista:  Raw Silk         
Edição: Fame Of Poets Records   
Ano: 2017
Origem: Grécia
Género: AOR/Melodic Rock
Classificação: 4.8/6
Breve descrição: Em silêncio desde 1990, na altura com o álbum Silk Under The Skin (posteriormente reeditado em 2004), os Raw Silk regressam aos discos com uma fornada de rock melódico e AOR que segue as pisadas dos grandes executantes do género, mas raramente atinge níveis elevados de brilhantismo. Melodioso, com frequente recurso a harmonias vocais, muito centrado nos teclados, inteligente utilização da guitarra acústica e com uma sonoridade perfeitamente atualizada, o regresso dos gregos saúda-se, embora a The Borders Of Light lhe falte alguma homogeneidade e equilíbrio.
Highlights: The Road You’ve Taken, Losing My Mind, Nobody Fills The Loneliness, The Borders Of Light, Solitude Of Pain
Para fãs de: Survivor, Foreigner, Asia, Toto, FM, House Of Lords

Tracklist:
1 One Lifetime
2 Nobody Fills The Loneliness
3 Chimera
4 Night Time Angels
5 The Road Youve Taken
6 Losing My Mind
7 Distressed And Powerless
8 Out Of Reach
9 The Borders Of Light
10 Solitude Of Pain

Line-up:
Chris Dando – vocais, teclados
Daryl Gardner  - guitarra ritmo
Kostas Kyriakidis – bateria, teclados
James Marshall Stanley – guitarra solo
Paul Thompson  - baixo
James Barratt  - guitarras acústicas
Stephanie Fowler - vocais

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Entrevista: Left Sun

Um dos nomes mais interessantes surgidos no ano de 2016 pelo seu caráter inovador e capacidade arrojada de criar foram os Left Sun. O seu álbum homónimo, numa edição da Ethereal Sound Works, foi uma agradável surpresa. Flávio Silva, vocalista e guitarrista do projeto acedeu a falar com Via Nocturna a respeito do nascimento deste coletivo e deste álbum homónimo.
 
Olá Flávio, tudo bem? Quem são os Left Sun? O que vos motivou a erguerem este projeto?
Antes de mais agradecemos a oportunidade! Os Left Sun, nasceram da necessidade de criar música sem um compromisso obrigatório a um determinado estilo. Obviamente que as influências são audíveis, mas também não houve necessidade nenhuma de as esconder. Acima de tudo é uma sonoridade honesta, baseada em elementos rock prog vintage com uma pitada de modernismo que tanto apreciamos.

Qual é background musical dos elementos da banda?
A realidade é que já não somos nenhuns novatos nisto de bandas, creio que foi uma paixão que foi evoluindo e ficando desde a adolescência. Mas para não elaborar uma lista muito extensa, aqui ficam os últimos projetos/bandas de cada um dos elementos: Flávio Silva (voz) - Oblique Rain/Dark Radio; Artur Jorge (bateria) - Frame Pictures; Eduardo Oliveira (baixo) – Goah; Rui Salvador (guitarra) – Usoutros

Disponível já desde o final do ano passado está o vosso álbum homónimo de estreia. Como está a ser a reação ao mesmo?
Diria que bastante boa, para além do interesse crescente em território nacional, muitos discos, assim que nos chegaram em mãos "voaram" para os UK, Espanha e América do Sul.

Como o descreveriam nas vossas próprias palavras?
Utilizando uma expressão muito útil do Artur, descreveria o mesmo como um "Modern Vintage exercise". Quisemos proporcionar a quem o ouve a oportunidade de ouvir uma banda no seu estado mais orgânico, quase como se estivessem a ouvir um ensaio/concerto nosso, mas sem descurar alguns elementos de modernismo que hoje em dia estão facilmente ao alcance de cada um, isto, sabendo usá-los obviamente.

Acho muito interessante a forma como os Left Sun misturam diferentes sonoridades. Isso está relacionado com a personalidade de cada elemento?
Boa pergunta, creio que sim. Uma das premissas principais na produção do disco, era a de deixar que cada um dos elementos pudesse dar largas à sua criatividade dentro de uma determinada base já pré-existente. Creio que resultou e isso nota-se no resultado final.

Assim sendo, de que forma se processa a composição nos Left Sun? Como fazem para congregar todas essas influências?
Todos os projetos/bandas têm de começar de alguma forma. No nosso caso começou com um processo simples, eu fui criando algumas bases musicais que fui passando ao Artur para compor/gravar as respetivas baterias. Inicialmente foi assim pois apenas existíamos enquanto duo. Depois à medida que os outros elementos foram chegando ao projeto, puderam compor e acrescentar as suas respetivas ideias e partes.

Podes falar-nos um pouco dos convidados neste disco? Como se proporcionaram essas colaborações?
Muito simples, eu sou músico profissional na Orquestra do Norte, por conseguinte, arranjar a colaboração de grandes músicos é muito fácil! O oboista inglês Russell Tyler e que participa na Elysian Hope é um dos músicos mais expressivos que conheci, então como bom britânico e apreciador de bom vinho português, foi fácil de convencer a participar. A Rebecca Holsinger é uma trompista Mestre da Universidade do North Texas, que para além disso é minha esposa, portanto não custou muito a convencer a participar no Return Interlude.

Como estamos em termos de agenda no que diz respeito a apresentações ao vivo?
A disponibilidade em termos profissionais não é muita para o efeito, mas estamos a apontar baterias para fazer umas show cases e concertos (lá fora inclusive), a partir do Outono. Antes disso pretendemos ter um novo vídeoclip disponível para apreciação de todos.

Obrigado! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Left Sun não é nada mais nada menos, que o melhor grupo de pessoas com quem já trabalhei, quer em termos de dinâmica, como de criatividade e tenho a certeza que o interesse suscitado irá ser correspondido tanto nas apresentações ao vivo, como em futuros trabalhos discográficos, por falar nisso também já existe um plano... Mas fica para outra oportunidade... Obrigado. Rock On!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Playlist 20 de abril de 2017


Review: Down And Dirty (Dirty White Boyz)

Down And Dirty (Dirty White Boyz)
(2017, Escape Music)
(5.9/6)

Ex-membro dos Kiss Of The Gypsy e dos Kingdom Of Deadman, Tony Mitchell começou a preparar o seu quinto álbum em 2016 quando a Escape Music o contactou. O resto é história e da conjugação da veia criativa de Mitchell com o input técnico de vários músicos nasceram os Dirty White Boyz. Assim, com esta assinatura acaba por ser o primeiro álbum do coletivo, embora, como vimos não seja a estreia do seu principal mentor. E porque contactou a Escape Music este músico? Precisamente porque se previa a grande qualidade do conjunto de canções que estavam a ser preparadas para incluir em Down & Dirty. Uma variedade de temas que saltita entre o hard rock, o rock melódico e o AOR, com uma variedade de influências que vão desde os Bon Jovi a Dogs D’Amour com tudo o que se possa imaginar pelo meio. Hinos rockeiros, baladas emotivas, poderosos temas de hard rock, linhas melódicas muito agradáveis e intensas dinâmicas cruzam-se na criação de um disco memorável. Um disco onde temas como Hanging On A Heartache, Ride With Angels, Playing Dirty, Rise, All In The Name Of Rock ‘n’ Roll ou After The Rain, prometem fazer as delícias dos fãs deste género.

Tracklist:
1.      All She Wrote
2.      Dynamite
3.      Hanging On A Heartache
4.      Ride With Angels
5.      Playing Dirty
6.      Rise
7.      Waiting For This Feeling
8.      Sanctuary
9.      Hell To Pay
10.  All In The Name Of Rock N Roll
11.  After The Rain
12.  Bring It On

Line-up:
Tony Mitchell – vocais, guitarras
Paul Hume – guitarra solo
Neil Ogden – bateria
Nigel Bailey – baixo
Jamie Crees – guitarras

Internet:
Facebook   

Edição: Escape Music