sábado, 23 de setembro de 2017

Notícias da semana

A banda internacional Tragul (com membros Diabulus In Musica, Pergana, Flotsam And Jetsam, Blind Guardian, Tarja, Rhapsody, Serious Black) tem um novo vídeo para o tema Into The Heart Of The Sun. Este tema mostra um lado mais progressivo da banda misturado com a voz clássica de Zuberoa Aznárez.


A Devil’s Din, é a banda criada pela mente psicadélica do canadiano David Lines, líder de um trio que ainda inclui Thomas Chollet (baixo) e o virtuoso baterista Dom Salameh. Depois de One Day All This Will Be Yours (2011) e Skylight (2016) o trio prepara-se para lançar One Hallucination Under God a 29 de setembro. O vídeo para Home foi estreado no Pure Grain Audio, enquanto o vídeo do tema Eternal Now também já pode ser visualizado.


O tema Four Stroke Woman dos Honeymoon Disease foi alvo de um lyric video. Este tema faz parte do album Part Human, Mostly Beast que será lançado a 27 de outubro pela The Sign Records.



Astronaut é o novo single da banda internacional Perfect Blue Sky e que será lançado a 20 de outubro. Este tema faz parte do álbum The Eye Of Tilos. O vídeo foi filmado em julho pela galardoada Mikaela Holmberg na Finlândia.



Os Offensive Ground anunciaram o lançamento a 29 de setembro do seu primeiro single, Salvage Dump. O tema faz parte do álbum de estreia dos suecos intitulado Nightmare Kings.



O quinto álbum dos Voice, The Storm, sairá a 20 de outubro pela Massacre Records e conta com mistura de Mirko Hofmann nos Horus Sound Studio e masterização de Mika Jussila nos Finnvox Studios. A componente portuguesa neste coletivo germânico está na capa criada por Augusto Peixoto/IrondoomDesign. Os Voice avançam que The Storm está mais orientado para ganchos apelativos e melodias de guitarras, criando facetas ainda não ouvidas nos seus trabalhos anteriores.


Os Corners Of Sanctuary separaram-se do seu vocalista Frankie Cross e já anunciaram o nome do seu substituto: Treese Logan. Entretanto, foi avançado o novo vídeo da banda, Dreams, com a participação de Kayla Marie dos Powerless Rise. Quanto ao novo álbum, sabe-se que se irá chamar The Galloping Hordes, mas ainda não há data para a sua saída.


Já está no mercado o segundo álbum dos Le Roi intitulado Elämä. Este novo trabalho mantém a mistura de pop, rock, metal e eletrónica mas evolui no sentido de ser um disco com um som mais pesado com emoções rápidas e bombásticas.



O novo projeto de Rob Cottingham, fundador dos Touchstone, chama-se Cairo e combina a magia dos teclados, electrónica e dinâmicas de guitarra do rock contemporâneo. O álbum de estreia chama-se Say e está disponível através da Heavy Right Foot Records/Cherry Red Records. Podem visualizar o vídeo do tema título, um vídeo promocional do álbum e samples.



Castles Of Sand é o título do segundo disco dos russos Starsoup. Esta colecção de temas prog rock (com referências a Queensryche, Savatage ou Metallica) estará disponível a partir de dezembro.




Os Basement Saints acabam de lançar o seu primeiro single do novo álbum. Intitulado Rooftop Riddles, faz parte de Bohemian Boogie a lançar apenas em novembro. Free soul rock ‘n’ roll é o menu, mas interpretem a vossa maneira através da sua visualização aqui.



Depois do single de apresentação Acção-Reacção, Salvador Menezes mostra-nos agora um lado mais pop com a canção Jugoslávia. Gravado e misturado por Luís “Benjamim” Nunes, este segundo single conta mais uma vez com a participação de Tomás Sousa na bateria (You Can’t Win, Charlie Brown e Minta & the Brook Trout). Coproduzido por Salvador Menezes, Luís Nunes e Afonso Cabral, o álbum terá o selo Pataca Discos com o apoio da Vodafone FM e a GDA.



Os Hällas associaram-se à Doomedand Stoned para revelarem o vídeo do tema Star Rider, retirado do excelente Excerpts From A Future Past, a lançar a 13 de outubro pela The Sign Records.



A Declassified Records anunciou o lançamento do EP de sete temas, em formato digital, das lendas do prog fusion, Bang Tower. O EP intitula-se Hey, Where’d Everybody Go? e está próximo do material apresentado no aclamado álbum de 2016, With N With Out.




O novo vídeo dos hard rockers italianos Closer, intitulado Battle Within, foi lançado esta semana. Este tema faz parte do novo álbum Event Horizon com lançamento mundial agendado para 17 de novembro pela Broken Road Records. Este trabalho já conta com a prestação vocal do novo vocalista Simone Rossetto.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Entrevista: Tomara

Com uma incrível experiência acumulada, Tomara acaba por ser a revelação individual, o novo “eu” de Filipe Monteiro que assina Favourite Ghost, um disco de paisagens belas, envolvente e cheias de sensualidade. Uma experiência inovadora que acaba por retratar na perfeição o seu criador.

Olá Filipe, tudo bem? Explica-nos como nasce este projeto Tomara? Quando sentiste essa necessidade de avançares em solitário?
O projeto, ou a ideia para ele, já vem de há muito tempo, talvez desde a extinção dos Atomic Bees (minha antiga banda nos idos anos 90). Mas acho que só há cerca de de 5 ou 6 anos é que a ideia se começou a materializar. Dediquei-me durante muitos anos a outros projetos musicais (tanto como músico ou como realizador) e de alguma forma isso foi-me preenchendo a necessidade de estar em contacto com música todos os dias. Mas sempre senti que tinha de fazer algo meu. Acho que o casamento (com a Márcia) e a paternidade me deram a estrutura para percorrer o caminho até aqui. Este disco não existiria fora da minha cabeça sem eles.

Porque a escolha do nome Tomara?
É uma das minhas palavras preferidas na língua portuguesa. Gosto muito do seu som. E é uma palavra de futuro, esperançosa. E na verdade o batismo do projeto também se deve à Márcia.

Neste trabalho assumes a quase totalidade dos instrumentos. Sentes-te mais à vontade assim?
Mais ou menos. Não foi uma opção declarada, nem é um aspeto do qual eu queira fazer “bandeira” do projeto, o facto de tocar tudo e fazer tudo sozinho. Aqui aconteceu assim, por vários motivos. Um misto de control freakness da minha parte e de pudor. Muitas vezes pensei em convidar amigos (que não faltam felizmente) para gravar coisas mas fui assaltado pelo pudor de achar que estava a envolver outras pessoas numa coisa que nem eu sabia onde ia dar. Senti que ter o Samuel Úria, por exemplo, a tocar num dos temas seria estar a “pôr-me em bicos de pés”, mesmo sendo eles uns dos melhores amigos que tenho. Uma das minhas pessoas preferidas.

E depois tens alguns convidados. Queres apresenta-los?
Surgiram já num estado adiantado da produção do disco. Quando passou um pouco o pudor de que falava ainda agora. Quando as canções começaram a ficar prontas quis incluir alguns arranjos de metais e cordas. E convidei um lindo quarteto de cordas com quem já tinha trabalhado no último disco da Márcia; A Ana Claudia Serrão, a Joana Cipriano, a Ana Filipa Serrão e a Ana Pereira. E também um trio de metais com o João Cabrita, o João Marques e o Jorge Teixeira. E, claro, tenho um dueto com a Márcia numa canção muito especial para mim, que só poderia ser ela a cantá-la comigo.

Sei que tiveste um trajeto bastante enriquecedor. Queres revelar-nos como foi esse teu trajeto e processo de crescimento?
Aparte do Curso de Design de Comunicação na FBAUL, que acabou por ditar a minha paixão pelo vídeo, sempre procurei estar ligado à musica. E de facto sempre estive, desde os 6 anos, altura em que comecei a aprender piano e depois guitarra. Esse amor infinito que tenho à música ditou que em vez de trabalhar em Publicidade (algo que fiz durante 4 anos como editor/pós produtor de vídeo) me dedicasse quase exclusivamente a trabalhar em projetos musicais; quer fossem videoclips, documentários, etc. Em 2006 comecei a trabalhar com os Da Weasel e com o David Fonseca no desenho vídeo dos seus concertos. E é algo que ainda faço e que me dá um gosto tremendo. Entretanto desde aí tenho colaborado com imensos artistas nessa vertente de conteúdos para live vídeo. Para mim a música e a imagem caminham lado a lado. Em paralelo continuei sempre a tocar; durante alguns anos com a Rita Redshoes e a partir de 2011 com a Márcia com quem continuo a tocar até hoje e para sempre.

Este disco tem uma mistura de temas instrumentais e vocalizados. De que forma é feito esse enquadramento em termos de composição?
Vêm todos do mesmo sitio. O disco, na minha cabeça, começou por ser só instrumental. Talvez porque para mim essas paisagens sonoras trouxessem também inúmeras imagens por criar. E pensei que seria um projeto assim - som e imagem - e fazia sentido. Com o passar do tempo foram surgindo frases, melodias cantadas que me fizeram olhar para algumas dessas coisas como canções (no sentido mais tradicional) e aí já não havia volta a dar. Porque já não conseguia “vê-las” sem a presença da voz. E foi esse um dos desafios que mais tempo consumiu à produção do disco. A procura da minha voz, do meu timbre, assumir esse nível diferente de exposição. Cheguei a um ponto em que poderia lançar dois discos de uma vez - um instrumental e outro de canções. Mas achei que fazia mais sentido ter um disco misto nesse sentido. Porque é isso que de facto sou enquanto músico e compositor.

Podes falar-nos da experiência da gravação. Como decorreu?
Atribulada e demorada! Gravei em vários estúdios “caseiros” as primeiras demos. O primeiro inundou-se, o segundo fomos “expulsos” passados alguns meses de aluguer. Terminei as demos num estúdio de fotografia de um amigo (Filipe Rebelo) que me deu guarida durante imenso tempo. Gravei todas as guitarras, pianos e algumas vozes num enorme ciclorama com uma acústica e reverberação incríveis. Depois fui para o Porto gravar as baterias de forma mais “séria” no Cabriolet Music Studio da Inês Lamares. Aí também gravei uma ou duas guitarras. E finalmente fui para o Golden Pony em Lisboa terminar tudo com o Eduardo Vinhas. Gravámos vozes finais, cordas, metais e fizemos as misturas das canções.

Que projetos tens em mente vir a realizar nos próximos tempos?
Trabalhar no sentido de levar o projeto para palco. E construir um espetáculo que consiga transpor as canções e o universo do disco da melhor forma possível.

Obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Sim. Que foi um prazer responder a estas perguntas. Um abraço.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Playlist Via Nocturna 21 de setembro de 2017


Flash-Review: Captains And Kings (Conclusion Of An Age)

Álbum: Captains And Kings
Artista: Conclusion Of An Age   
Edição: Dr. Music Records     
Ano: 2017
Origem: Alemanha
Género: Heavy Metal, Melodic Metal, Modern Metal
Classificação: 5.6/6
Análise:
Captains And Kings é disco entusiasmante pela sua abordagem melódica a um heavy metal moderno. Longe de existirem densas paredes sónicas, os Conclusion Of An Age optam por uma abordagem diferente. E é aqui que entra um sensacional trabalho de guitarra, quase sempre a solo, mesmo que nem sempre a solar. E este conjunto de temas consegue ser, simultaneamente, simples para permitir a rápida adesão às suas melodias e complexo nas estruturas criadas. Coletivo promissor!
Highlights: Infinite War, Captains And Kings, Days Turn Into Night, Tyranny Falls, Surrounded By Enemies
Para fãs de: Avenged Sevenfold, Trivium, Disturbed, Oversense, Alter Bridge, Sylosis

Tracklist:
1. Arms Race
2. Infinite War
3. The Broken Throne
4. Captains And Kings
5. Days Turn Into Night
6. At The Edge
7. Tyranny Falls
8. Surrounded By Enemies
9. Time Collapses

Line-up:
Kevin Di Prima - vocais
Michael Kaiser - guitarras
Julian Kaiser - guitarras
Micha Mangold - baixo
Philip Deuer - bateria

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Review: Supernova Plasmajets (Supernova Plasmajets)

Supernova Plasmajets (Supernova Plasmajets)
(2017, AOR Heaven)
(5.4/6)

Os Supernova Plasmajets têm conseguido alcançar um assinalável sucesso no seu país natal, a Alemanha, com o seu homónimo álbum de estreia. E a que se ficará a dever tal sucesso? Desde logo um visual descomprometido e longe de todos os cânones de uns praticantes de hard rock. Sim, há a clássica matiz colorida do glam, mas correntes de ouro ao pescoço e skates estão um pouco… out! Talvez seja esta abordagem visual pouco ortodoxa no género, até com alguma infantilidade pelo meio, que tenha conseguido essa chamada de atenção. Mas isso seria de todo irrelevante se a acompanhar não houvesse um mínimo de qualidade musical. E embora musicalmente Supernova Plasmajets não seja grandemente inovador, vale pela atitude, pela energia, pela vivacidade destes jovens. Onze temas de puro e descomprometido hard rock, com uma vocalista com a postura adequada e que bebem influências que vão dos Scorpions aos Whitesnake passando pelas Heart e outros nomes grandes do género. Guitarras distorcidas, melodias básicas mas diretas e funcionais e as tradicionais baladas fazem parte do repertório dos Supernova Plasmajets. A estes adicionam-se elementos de modernidade, alguns deles até bem dispensáveis como o eletrónico e techno, e têm o quadro completo. Para já, tudo isto tem sido suficiente para ir conquistando audiências e alguma crítica. Mas uma coisa é certa: este coletivo ainda tem de crescer e esclarecer quem é mais importante, se a imagem, se a música.

Tracklist:
1.      Leave Forever
2.      Supernova Team
3.      Hold You Close
4.      Turn Off The Lights
5.      Will I Ever Know
6.      Nothing’s Gonna Stop Me Now
7.      Hangin’ On My Lips
8.      Faster
9.      Fallin’ Backwards
10.  Feel Your Fear
11.  Turn Around

Line-up:
Jennifer Crush – vocais
Manni McFly – guitarras e teclados
Alexis Rose – bateria
Randy Stardust – guitarras e vocais
Cliff Bourbon – baixo

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Edição: AOR Heaven   

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Review: Many Years Ago (Avi Rosenfeld & Marco Buono)

Many Years Ago (Avi Roselfeld & Marco Buono)
(2017, Independente)
(5.8/6)

Avi Rosenfeld continua a surpreender pela sua capacidade de lançar álbuns atrás de álbuns. Ora dentro do espectro hard rock ora variando e sendo mais soft, numa vertente rock, o israelita tem conseguido criar canções muito boas. Por norma não foge muito dos seus registos (dentro de um ou de outro género), e também não sai muito fora da sua zona de conforto. Certamente os seus fãs sabem isso e não se devem importar pois Avi consegue criar boas músicas, de audição acessível e com um elevado nível no que ao aspeto técnico diz respeito. Many Years Ago, 32º álbum da carreira, introduz, no entanto, uma novidade – o disco aparece assinado em coautoria entre Avi e Marco Buono, vocalista germânico que canta em todas as canções. Desde logo, verifica-se aqui uma evolução ao nível vocal, ultrapassando-se algumas das limitações da voz do israelita e por outro lado, consegue-se a manutenção de um equilíbrio entre todos os temas. Musicalmente, as 10 canções de Many Years Ago, variam entre algo bem dentro do rock bem eletrificado – Mister Jones, Strange Love ou The Kids Are Driving Me Out Of My Mind – e um conjunto de registos em base acústica e/ou eletroacústica. Dentro deste segundo conjunto, as referências abraçam nomes como The Beatles, The Moody Blues ou Barclay James Harvest e são temas particularmente bem construídos, com agradáveis linhas melódicas e com a inclusão de uma série de atrativos. São exemplos o solo de saxofone de Beautiful Like A Rocket Queen, os arranjos de piano e baixo e solo deste no tema título, o ar tropical de At First Sight com um magistral solo de saxofone, numa linha Sting, os elementos éticos de Precious Life ou a emotividade saliente de Light Of The Moon. Depois há curiosas e inteligentes misturas como em Momma Come - algo entre a alma gypsy, dedilhados acústicos, pianos minimalistas e marcha soft; em Mister Jones, com a inclusão de elementos funk no já citado cenário rock e em Strange Love com o blues, o jazz e os mariachis a cruzarem-se de forma a criar um momento de sublime beleza. Beleza, grande capacidade para criar canções e músicos (mais uma vez de todo o mundo) com grande destreza técnica para as executarem, tudo a contribuir para mais um disco de enorme qualidade do criativo israelita.

Tracklist:
1.      Beautiful Like A Rocket Queen
2.      Many Years Ago
3.      At First Sight
4.      Mister Jones
5.      Mamma Come
6.      Took It
7.      Strange Love
8.      Light Of The Moon
9.      The Kids Are Driving Me Out Of My Mind
10.  Precious Life

Line-up:
Avi Rosenfeld – guitarra acústica
Marco Buono – vocais
Rock Milady Noemi, Max Novoselsky, Neil Schmidt, Emilio Espejo – guitarra elétrica
Dylan Buterbaugh, Andrew Boucher, Eli Barrett, BF Project, Alex Zulaika, Harald Kay, Dustin Woodward, Raul Rodriguez, Richard Dellow, Tommaso Monopili – bateria
Jon Garcia, Donnie Bass, Daniel Swain, Guido Hill, Anton Wannamakers – baixo
George Schiessl – baixo e órgão
Jan Kopcak, Tim Dobson – saxophone
Gabro Jazz – piano
Nick Foley, Salvo D’Addeo, Ian Rutherford – Hammond
Yvan Nunez, Clayton Chiesa – Rhodes
Dave Lee - trompete

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Review: War Is Hell (Category VI)

War Is Hell (Category VI)
(2017, Killer Metal Records)
(5.2/6)

Como forma de começar, poderemos afirmar que o segundo álbum dos Category VI, War Is Hell, é a continuação lógica da sua estreia, Fireborn, lançada em formato físico em 2014 e digitalmente um ano antes. E o seu género é facilmente identificável como sendo uma potente mistura de heavy metal clássico, power metal e até thrash metal, com referências a nomes como Megadeth, Judas Priest ou Iron Maiden. Strike The Axe, tema de abertura deixa isso logo ali bem claro e se dúvidas existissem, o conjunto de temas seguintes nem dá tempo ao ouvinte de respirar. Uma bateria demolidora e clinica e uma voz poderosa (por vezes lembra a nossa Sandra Oliveira, embora com menos capacidade de colocação como se perceberá no épico War Is Hell) são embrulhadas por uma guitarra muito orientada para riffs e com uma distorção algo estranha e até nem tão poderosa como o resto do instrumental deixaria supor. Todavia, em momento algum War Is Hell se consegue transformar numa obra fundamental, essencialmente devido à falta de diversidade. E o tal épico já referenciado, tema final que batiza o álbum, acaba por ter um registo diferente depois de sete temas sempre a projetar aquela linha de metal potente. Mais tranquilo, mais aberto, mais exploratório de outros elementos, War Is Hell, começa com narrações/spoken word, desenvolve-se dando origem a mais cavalgadas, para depois voltar a acalmar. Infelizmente é também neste tema onde mais notórias são as dificuldades de Amanda Marie Gosse. Não sendo brilhante, War Is Hell tem, no entanto, tudo que o mais acérrimo fã de metal procura: rifalhada, solos, tradição e atitude.

Tracklist:
1.     Strike Of The Axe
2.     The Traveller/The Dark Warrior
3.     Mirror
4.     Full Metal Jacket
5.     Crossing The Avalon
6.     Arise
7.     Out Of Time
8.     War Is Hell

Line-up:
Amanda Marie Gosse – vocais
Geoff Waye – guitarras
Keith Jackman – baixo
John Angelopoulos – bateria

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