terça-feira, 23 de maio de 2017

Review: Austin, Texas: The Rock Opera - A Texas Love Story (Franky And The Band)

Austin, Texas: The Rock Opera – A Texas Love Story (Franky And The Band)
(2017, Round Rock Records)
(6.0/6)

Fehmi Nuhoglu, aka Franky, sedeado de Austin, Texas é novelista, compositor, arranjador e produtor. Engenheiro de dia, escritor de noite, criou as personagens Trevis e Texy e é em torno delas que se desenvolve a novela A Texas Love Story publicada em livro. Juntamente surge a obra musicada nesta rock opera acabada de surgir no mercado. Bem, se em termos de história somos aqui confrontados com uma banal história de amor, em termos musicais, a coisa muda de figura. Esta rock opera é composta por 13 temas e é um projeto deveras grandioso, ambicioso e majestoso. No total estão envolvidos neste conjunto de temas 35 elementos – entre instrumentistas e vocalistas, sendo de referir seis arranjos para sopros e dois de cordas. Para além disso, é notável toda a criatividade posta na composição dos temas, todos eles ricos em pormenores e sempre com sucessivas alterações estilísticas. De tal forma que, nunca se sabe o que virá na canção seguinte. Entre temas calmos de registo baladeiro (Austin I’m Flying e Magic In The Air) e temas claramente dentro do espetro rock/hard rock (Live Music Capital e Austin Save My Love) tudo pelo meio acontece. Destaque para os soberbos blues em Austin Prison Blues, Texas Weather e Austin Where I Long To Be, com brilhantes arranjos de sopros, harmónica e um baixo inebriante, sendo que os dois últimos apresentam, ainda, algumas referências rock. Depois há o country a variar entre o mais tradicional (Austin Rodeo e Rancho Austinado), o mais suave, baladeiro e com mais sensualidade (Austin Holds A Place) e o mais dançável (Dance With Me Mom). Falta falar da marcha de rua Austin Marching e do tema claramente influenciado pela música mexicana e seus mariachis que é Amor Amor Amor. Assumindo também uma multiculturalidade relevante, Austin Texas The Rock Opera é um exuberante hino à diferença, à criatividade e à música com sentido e longe dos clichés habituais. Simplesmente brutal! Um disco obrigatório que ainda por cima cria um imensa vontade de viajar até… Austin!

Tracklist:
1.      Austin I’m Flying
2.      Austin Rodeo
3.      Live Music Capital
4.      Texas Weather (Shadow Queen)
5.      Magic In The Air
6.      Rancho Austinado
7.      Dance With Me Mom
8.      Austin Holds A Place
9.      Austin Save My Love (Losing You)
10.  Amor Amor Amor
11.  Austin Prison Blues
12.  Austin Marching
13.  Austin Where I Long To Be

Line-up:
Brain Leach – vocais, guitarras, teclados e bateria
Franky – vocais e guitarras
Jennifer Williams, Myles McVeigh, Lynne Jordan, Frank Austin, Jesus Ramos, Miguel Alejandro Cervantes, Theo Huff – vocais
John T. Rice – guitarras, banjo e bandolim
Steve Doyle, Ric Jaz, Giles Corey – guitarras
Brian Wilkie – pedal steel
Roosevelt Purifoy, Joshua Iguana – teclados
Matthew Skoller - harmónica
David Service, Joshua Piet, Felton Crews – baixo
Malcolm L. Bank Sr., Gerald Daud, Marc Wilson – bateria
Melissa Bach – violoncelo
Andra Kulans, Dominic Johnson – viola
Erica Carpenedo, John Xia, Rebekah Cope, Judy Livo – violinos
Norman Palm, Bill McFarland - trombone
Kenny Anderson – trompete e vocais
Hank Ford – saxofone
Amir Gray – tuba

Internet:
Website   

Edição: Round Rock Records    

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Review: Mind Over Matter (Walk On Fire)

Mind Over Matter (Walk On Fire)
(2017, Escape Music)
(5.7/6)

Em 1987 nascia em Inglaterra pelas mãos do vocalista Alan King e do teclista e guitarrista David Cairns um coletivo chamado Walk On Fire que se estreou pela MCA em 1989 com o álbum Blind Faith. Alguns bons comentários em ambos os lados do Atlântico e tours com Dan Reed Network, Nils Lofgren e até Foreigner não foram suficientes para permanecerem na editora. Pouco depois surgiu o grunge e dos Walk On Fire nunca mais se ouviu nada. Até agora, com a descoberta deste conjunto de temas, gravados analogicamente e que, na altura, seriam os temas do sucessor de Blind Faith. Um sucessor que esteve cerca de 25 anos para ver a luz do dia. Apesar de bastante dejá vu, Mind Over Matter tem todos os elementos que ajudaram a construir a grandiosidade do rock melódico e do AOR dos anos 80. Ou seja, doses maciças de linhas melódicas e harmonias bem coloridas por ambientes criados pelos teclados e com as guitarras quase sempre controladas no que diz respeito à distorção. Musicalmente, a banda mostra-se suficientemente capaz de introduzir diversidade quer com temas mais próximos de um rock à Cock Robin ou Paul Young, quer com outros momentos mais heavy. A espaços, surge o recurso pelas programações que por vezes cria dinâmicas muito mais mecânicas que a maioria do som orgânico do disco. Como também será de prever, não falta a tradicional balada, em bom estilo, diga-se. Apesar da longa idade deste conjunto de temas, parece que o tempo não passou por eles, fruto de uma produção atualizada que ajuda a conferir a Mind Over Matter um estatuto de álbum de qualidade.

Tracklist:
1.      Mind Over Matter
2.      Spinning Wheel
3.      Pleasure Of Pain
4.      Reign Down
5.      Long Live Love
6.      Save Your Lies (We've Had Enough) 
7.      Wicked
8.      Bad Attitude
9.      Madhouse
10.  Big Gun
11.  Price Of Love
12.   Drag Me Down 
13.  Colour Of Blood (bonus track with first pressing)

Line-up:
Alan King - vocais
Dave Cairns – teclados e guitarras  
Mike Casswell – guitarras
Trevor Thornton - bateria
Phil Williams - baixo
Richard Cottle - programações

Edição: Escape Music   

domingo, 21 de maio de 2017

Review: Darkness Remains (Night Demon)

Darkness Remains (Night Demon)
(2017, Steamhammer/SPV)
(6.0/6)

Depois de um primeiro álbum onde mostraram credenciais suficientes, os Night Demon estão de volta com uma série de temas onde veneram, e invejam, os grandes influenciadores nomeadamente do NWOBHM, corrente onde se continuam a afirmar como um dos principais nomes. Darkness Remains é por isso um álbum que tanto na vertente velocidade (Welcome To The Night ou Maiden Hell), como em correntes mid-tempo (Hallowed Ground ou Stranger In The Room), engloba o ouvinte duma forma apenas comparada a Twisted Sister ou Iron Maiden. O trabalho de baixo volta (já havia acontecido no disco anterior) a ser verdadeiramente avassalador e é o principal municiador destas cavalgadas épicas. Mas as variantes não ficam só por aqui. On Your Own é um tema que vai mais atrás, aos Kiss ou mesmo Triumph, mostrando uma polivalência assinalável. E é considerável, atendendo à curta duração da maioria dos temas, registar todas as mudanças rítmicas e melódicas que os Night Demon conseguem inserir de forma perfeitamente adequada e enquadrada. Sendo que neste álbum os primeiros anos dos Iron Maiden estão mais em evidência, é reconhecível uma veia punk que mostra que hoje ainda é possível fazer temas com alguma crueza e com elevadíssima qualidade. Se este álbum já é surpreendente só com metade do disco, então imaginem o que virá na segunda: Black Widow, verdadeiramente espetacular; Flight Of The Manticore, um tema instrumental com sucessivos solos, e Darkness Remains, uma fantástica balada a fechar em jeito de descanso do guerreiro. E bem merecido é esse descanso, depois de um álbum com esta qualidade. 

Tracklist:
1.      Welcome To The Night
2.      Hallowed Ground
3.      Maiden Hell
4.      Stranger In The Room
5.      Life On The Run
6.      Dawn Rider
7.      Black Widow
8.      On Your Own
9.      Flight Of The Manticore
10.  Darkness Remains

Line-up:
Jarvis Leatherby – baixo, vocais
Armand John Anthony – guitarras
Dusty Squires – bateria

Internet:
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Edição: Steamhammer/SPV   

Flash-Review: Divina Commedia: Inferno (Starbynary)

Álbum: Divina Commedia: Inferno
Artista: Starbynary   
Edição: Revalve Records    
Ano: 2017
Origem: Itália
Género: Prog metal, melodic metal, symphonic metal
Classificação: 5.2/6
Análise:
Depois da sua saída dos Derdian, Joe Caggianelli criou os Starbynary e com eles lança agora o seu segundo trabalho. Um trabalho perfeitamente dentro da escola italiana do metal progressivo e sinfónico, com o cruzamento entre partes clássicas, melodias, arranjos arrojados, estruturas complexas e força. Profissional e competente em termos técnicos, Divina Commedia: Inferno é um disco equilibrado e sóbrio.
Highlights: In Limbo, Malebolge, Paolo e Francesca, Stars, Gate Of Hell
Para fãs de: Dream Theater, Derdian, Dante, Winterage, Labyrinth, Mindmaze, DGM, Vision Divine

Tracklist:
1.      The Dark Forest
2.      Gate Of Hell
3.      In Limbo
4.      Paolo e Francesca
5.      Medusa And The Angel
6.      Seventh Circle
7.      Malebolge
8.      Soothsayers
9.      Ulysses’ Journey
10.  The Tower Of Hunger
11.  Stars

Line-up:
Leo Giralsi – guitarras
Luigi Accardo – teclados
Joe Caggianelli – vocais
Sebastiano Zabotto – baixo
Andrea Janko - bateria

sábado, 20 de maio de 2017

Flash-Review: Electric Fever (Them Vibes)

Álbum: Electric Fever
Artista: Them Vibes    
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Rock, Roots, Southern Rock, Funk Rock, R & B
Classificação: 5.0/6
Breve descrição:
Liderados pelo carismático Brother Love, agora acompanhado pela sua esposa na bateria, os Them Vibes regressam aos discos segundo numa direção algo diferente do que nos tinham habituado. Com as raízes divididas entre o norte e o sul, e mantendo a sua costela rockeira, Electric Fever está, no entanto, muito mais orientado para o R & B e para o funk. Uma sólida fundação criada na secção rítmica, um trabalho bastante criativo da guitarra e o hammond a criar as atmosferas e envolvências necessárias, são as bases de um disco equilibrado e competente embora raramente empolgante.
Highlights: Electric Fever, Dance All Night, Shoot The Messenger, Stay, Comin’ Down On You
Para fãs de: Rolling Stones, Dirt River Radio, Led Zeppelin, Robert Jon And The Wreck, Tom Petty, Kings Of Leon

Tracklist:
1.      Shoot The Messenger
2.      Electric Fever
3.      Love Will Never Fade Away
4.      Who Do You Love
5.      Comin’ Down On You
6.      Sha La Loo Ya
7.      Dance All Night
8.      Hangin’
9.      Out Of The Blue
10.  Stay
11.  New Religion
12.  Waiting On The Gold

Line-up:
Brother Love – vocais e percussões
Alex Haddad – guitarras
Kyle Lewis – guitarras, ammond, bandolim, slide guitar
Andrew MacTaggart – lap steel
Kevin Nolan- hammond, guitarras
Jess Lavigne - hammond
Matt Nolan - percussão
Sarak Tomeck – bateria
Jodd Fuller – baixo
Bobby Holland – percussão, tambourine, piano, hammond, wurlitzer
Mark Measefield – Wurlitzer, acórdeão
Maggie Rose, Rebecca Lynn Howard – background vocals
Suzie McNeil – harmonica, background vocals

Jimmy Zednick - palmas

Notícias da semana

Quatro músicos do Luxemburgo, França e Bélgica reuniram-se sob a designação de Kill The Drama Queen e lançaram recentemente o seu álbum de estreia intitulado Divided Alignement. Deste álbum constam nove canções de um rock alternativo emocional algures entre os Tool, System Of A Down, Deftones e Sentenced.



Os Scala Mercalli lançaram um video com o making of do videoclip do tema Hero Of Two Worlds. Este tema retrata Giuseppe Garibaldi e faz parte do seu mais recente disco New Rebirth, lançado em outubro de 2015 pela Art Gates Records. Neste vídeo a banda explica as razões da escolha desta personagem e da sua importância para a história da Itália e da Europa no séc. XIX.


Da Austrália, os Night Legion não são novatos nestas coisas. Clat (bateria), Stu Marshall (guitarra), Vo Simpson (vocais) e Glenn Williams (baixo) já fizeram parte de coletivos como Dungeon, Death Dealer, Darker Half e Blasted To Static, mas é agora com o novo projecto e com o álbum de estreia homónimo que prometem elevar o power metal a patamares de imortalidade. O álbum sai no outono pela Massacre Records.



Antigo membro dos Guns N’ Roses e atualmente nos Art of Anarchy, o guitarrista e vocalist Ron “Bumblefoot” Thal assinou com a EMP LABEL GROUP para a reedição do seu épico lançamento de 2015 Little Brother Is Watching. O lançamento acontecerá a 25 de Agosto. Deste disco existem os vídeos para os temas Little Brother Is Watching You e Don’t Know Who To Pray To Anymore.




Uma nova campanha PledgeMusic foi iniciada pelo lendário membro dos Deep Purple Roger Glover para a edição da Gonzo Multimedia do álbum Butterfly Ball numa caixa de luxo. The Butterfly Ball and the Grasshopper's Feast é um álbum conceptual e subsequente opera rock ao vivo criado entre 1974 e 75 e baseado no poema infantil com o mesmo nome. Foi, na altura, concebido como um trabalho a solo de Jon Lord com produção de Roger Glover que havia saído dos Purple. Esta opera rock foi executada ao vivo em 1975 no Royal Albert Hall. Participam neste disco, entre outros, David Coverdale, Glenn Hughes, Jon Lord, Ian Gillan, John Lawton, Eddie Jobson e Vincent Price.


Os Newsonic são um quinteto brasileiro de rock alternativo que se estreia entre nós com a urgente necessidade de mudança expressa em Novos Rumos, poderoso cartão-de-visita mergulhado na melhor influência de contemporâneos como Alter Bridge, Three Days Grace ou Stone Sour. O tema, extraído do seu álbum de estreia com o mesmo nome, dá o mote à digressão portuguesa que a banda realizará já no próximo mês de setembro com o apoio da Music For All.


A banda Devil Electric anunciou a assinatura com a editora germânica Kozmik Artifactz para o lançamento da sua estreia homónima. Devil Electric traz-nos 9 temas que completam 37 minutos de música heavy rock com infusões blues e psicadélicas. O primeiro single, correspondente ao último tema do álbum, Hypnotica já tem vídeo disponível.



Os franceses Galderia anunciaram o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, primeira pela Massacre Records. O disco tem como título Return Of The Cosmic Men e tem lançamento previsto para 21 de julho, tendo sido misturado por Mikko Karmila e masterizado por Mika Jussila nos Finnvox Studios. Felipe Machado Franco, foi o responsável pela capa. Este será um disco ainda mais melódico que o seu antecessor, apresentando-se bem preenchido de coros e harmonias.


A banda de folk/power metal Wind Rose acaba de lançar o vídeo do tema To Erebor, segundo single retirado do seu novo álbum Stonehymn a lançar a 26 de maio pela Inner Wound Recordings.




Os Skypho anunciaram a data do lançamento do seu próximo álbum – 3 de junho. O nome é Karma-Sutra e foi gravado no estúdio Unkle Rock no Porto pelo Ivo Magalhães. A masterização foi feita nos estúdios Sá da Bandeira também no Porto. De uma forma muito resumida pode classificar-se este disco como um conjunto de 10 temas de puro rock alternativo. Para já fica a primeira amostra através do single Contra Relógio.


The Evil Witch é nome do vídeo oficial para o single que os Kaledon lançam como promoção do seu próximo álbum Carnagus: Emperor Of The Darkness. O vídeo foi filmado pelo conceituado realizador Matteo Ermeti, para uma enredo que ocorre em 1376, e falam do regresso ao bem da maléfica rainha Elisabeth, futura esposa do Rei Antilius.