segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Entrevista: Suicide By Tigers






Se é verdade que o sul da Suécia tem sido solo fértil para o hard rock, pois bem, resta dizer que a tradição se mantém e que os Suicide By Tigers são o mais recente nome originário dessa região a merecer toda a atenção, como se comprova pela estreia homónima. O guitarrista Petter Rudnert, falou-nos sobre este enigmático coletivo.

Olá Petter, podes falar um pouco sobre os Suicide By Tigers? Quando nasceu a banda e com que objetivos?
Olá! Somos quatro amigos de infância que tocaram e fizeram grandes tournées com bandas diferentes ao longo dos anos, mas que nunca tinham tocado juntos. Eu e o nosso vocalista Nils Lindström escrevemos algumas músicas e senti a necessidade de formar uma banda. Quando o baixista Peter Broch e o baterista Johan Helgesson se quiseram juntar à banda, todos deixamos tudo o resto e decidimos concentrar-nos nos Suicide By Tigers. Já que todos nós vimos do mesmo background musical, tudo pareceu ótimo desde o início.

E por que um nome como Suicide By Tigers... Um pouco enigmático, talvez?
Essa é uma pergunta muito boa, mas não sei se tenho uma resposta muito boa! Foi Nils quem atribuiu o nome à banda há alguns anos atrás e há uma longa e complicada história sobre o nome, mas acho que terás de lhe perguntar.

Esta coleção de músicas são todas novas ou foram escritas ao longo dos anos?
Nils e eu escrevemos algumas das canções antes de Peter e Johan se juntarem, e o resto das canções foi escrito depois da banda estar formada. Diria que as músicas foram escritas em menos de um ano. A última música provavelmente foi escrita e terminada no dia anterior à gravação do álbum!

Quais são as vossas principais influências?
Essa é uma pergunta difícil. Diria que somos influenciados por muitos géneros e bandas diferentes. Acho que não é segredo que todos nós ouvimos muitas bandas inglesas dos primórdios, como Zeppelin, Sabbath etc, mas também temos tocado e ouvido outros tipos de música. Pessoalmente, escuto (e toco) muito jazz e Nils é um grande adepto de soul, embora o hard rock do início esteja sempre mais perto dos nossos corações.

Como descreverias, então, este álbum nas tuas próprias palavras, para quem não vos conhece?
Como uma banda de rock de quatro elementos, de alta energia que gosta de tocar ao vivo e improvisar muito. Se gostam de heavy blues based rock n roll com melodia, podemos ser uma banda vale a pena conferir.

Como foi o processo de gravação do álbum?
Foi muito simples. Dissemos ao nosso engenheiro (Berno Paulsen) que gostaríamos de gravar tudo ao vivo, com todos os amplificadores no volume máximo e na mesma sala que a bateria. Ou seja, da maneira que deve ser feito. O álbum foi gravado em cerca de uma semana. Berno tem um verdadeiro estúdio oldschool em Limhamn, Suécia e gravou bastantes grandes bandas e álbuns ao longo dos anos como Spiritual Beggars, Amon Amarth e muito mais. Achamos que ele fez um ótimo trabalho.

Estão a preparar alguma tour de promoção a este álbum?
Parece que irá haver uma tournée no início de 2017. Verifiquem o nosso site e página do facebook para obter mais informações!

Muito obrigado, Petter. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado! Mantenham o bom trabalho e espero ver-te num palco próximo em breve!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Review: Amanhã (União das Tribos)

Amanhã (União das Tribos)
(2017, Nuclear Records/Compact Records/Moon Records)
(5.8/6)

Amanhã é o título do disco que separa duas fases da existência da União das Tribos: aqui se estreia o novo vocalista Mauro Carmo num disco nascido da guitarra de António Corte-Real, o grande impulsionador deste projeto. Amanhã traz-nos um conjunto de novos temas, outros que já haviam aparecido quer no EP anterior (Viver Assim, de 2015) quer no álbum de estreia homónimo de 2014. O inicio de Amanhã mostra os lisboetas com uma bem vincada dose de rockSozinho, com a participação de Tim, soa a… Xutos & Pontapés; Canção de Engate, original de António Variações surge vocalizada por Miguel Ângelo que a popularizou nos Delfins, é uma versão bem eletrificada e turbinada. Em Amanhã, terceiro tema, altera-se o mood. Aqui surge um rock eletroacústico, numa linha do que foi feito pelos Alcoolemia ou Iris. És Como És traz uma linha mais pop que assenta quem nem uma luva nas vozes dos irmãos Rosado dos Anjos que aqui colaboram. Todavia, nestes quatro temas, a banda pouco arrisca, não se torna arrojada. Felizmente, esta é uma situação que se irá inverter com a continuação do disco. E começa a notar-se, precisamente, em És Como És, com a inclusão de arranjos de cordas, continua com os riffs obscuros e pesados de Rasgar Tudo, avança para o bluesy experimentalista de O Tempo é Agora, eleva-se num belíssimo e emocional dueto com Mafalda Arnauth em Contratempo. Só Eu Sei Porquê traz mais nomes conhecidos – António Manuel Ribeiro e Carlão – e surge antes de três temas, formato versão, acústicos onde o uso de harmónica cria uma atmosfera country. O feeling blues volta a fechar um disco da União das Tribos, num formato instrumental e com elevada dose de devaneios jazzísticos. Diversificado, com garra, excelente trabalho ao nível lírico e colaborações de peso, Amanhã tem muito para oferecer ao cenário rock nacional e promete expolir em todo o seu fulgor nos palcos.

Tracklist:
1.      Sozinho
2.      Canção de Engate
3.      Amanhã
4.      És Como És
5.      Rasgar Tudo
6.      O Tempo é Agora
7.      Contratempo
8.      Só Eu Sei Porque
9.      Viver Assim (acústico)
10.  Fim da Caminhada (acústico)
11.  Amanhã (acústico)
12.  Bluesy

Line-up:
Mauro Carmo – vocais
António Corte-Real – guitarras
Cebola – baixo
Tó Morais – harmónica
Wilson Silva – bateria e percussão
Marco Costa Cesário – bateria e percussão (live)

Convidados:
Maestro Cristiano Silva – piano e arranjo de cordas
Cátia Santandreu – viola de arco
Jorge Vinhas – violino
Samuel Santos – violoncelo
Jorge Moniz – arranjo de cordas e orquestações
Tim, Miguel Ângelo, Anjos, Mafalda Arnauth, António Manuel Ribeiro e Carlão – vocais

Internet:

Edição: Nuclear Records/Compact Records/Moon Records

Flash-Review: Missing Piece (Sprague Dawley)

Álbum: Missing Piece
Artista:  Sprague Dawley   
Ano: 2017
Origem: Finlândia
Género: Grunge, Hard Rock, Punk Rock
Classificação: 4.9/6
Breve descrição: Três anos e muitas mudanças no line-up depois, os Sprague Dawley regressam com um novo conjunto de canções mais complexas, mas, ainda assim, de fácil perceção. Missing Piece é o resultado de um trabalho coletivo na procura da peça que ainda faltava no som dos finlandeses.
Highlights: If Forever, Another Day, Missing Piece, Pidgeon Song
Para fãs de: Nirvana, Pearl Jam, Audioslave, Velver Revolver, Alice In Chains

Tracklist:
1.      My Town
2.      Deep Inside
3.      Where The Hell
4.      Exodus
5.      Leave Me Alone
6.      Million Tiny Pieces
7.      If Forever
8.      It’s Not Over
9.      Another Day
10.  Missing Piece
11.  Pidgeon Song
12.  Permine

Line-up:
Janne Nurmi – guitarras e vocais
Rami Kettunen - bateria
Antti Maantiehinno - baixo

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Notícias da semana

Retirado do seu novo álbum Life On Standby, os My Own Ghost apresentam o single para o tema-título. O álbum sai a 7 de abril pela Secret Entertainment e conta com produção do mago Hiili Hiilesmaa. A banda finlandesa irá realizar a sua terceira tour britânica, sendo que nas datas em Manchester e Londres abrirá para Tarja Turunen nos seus Shadows Shows 2017.



Illusion Of Transparency é uma viagem emocional pela fragilidade e força humana, naquele que é o novo álbum dos modern prog metal Avelion. O disco sai a 7 de abril pela Revalve Records, tendo a banda divulgado o primeiro tema. Illusion Of Transparency foi produzido, misturado e masterizado por Simone Mularoni e traz como faixa bónus uma remix do tema Echoes And Fragments.



Dois nomes da Massacre Records têm novos álbuns e vídeos disponíveis para visualização. Primeiro, os Victorius, cujo novo álbum Heart Of The Phoenix foi lançado no mês passado, escolheram o tema Hero para ilustrar esse disco. Depois, os Stormage lançam o novo disco Dead Of Night a 24 de março, sendo que The Deadly Blow foi o tema escolhido para vídeo. Simultaneamente, a banda revelou a capa desse álbum.


A editora cipriota Pitch Black Records, nossa parceira há alguns anos, prepara-se para atingir a marca dos 50 álbuns lançados e logo com os lendários Reflection, banda de epic/doom metal grega que completa 25 anos de carreira com o lançamento de Bleed Babylon Bleed. São nove temas do mais puro e sólido epic/doom, sendo que merece especial destaque a colaboração de Mats Leven, dos Candlemass.


Gary Moat, ex-Heavy Pettin’ apresenta o seu novo projeto Burnt Out Wreck que se estreia para a Cherry Red Records com o disco Swallow – uma obra de hard rock clássico. O coletivo nasceu no ano de 2016 e Swallow foi produzido por Steve Rispin e Gary Moat e masterizado por Pete Maher. O vídeo de Swallow já foi disponibilizado.



I Feel So Blessed foi a primeira música que Budda Guedes compôs para a voz da Maria João, e o vídeo ilustra, de forma despretensiosa, como foi o processo de gravação do tema, tanto nos estúdios da Mobydick, como no Teatro Camões em Lisboa. O tema faz parte do álbum The Blues Experience.


O coletivo de rock progressivo Ape Shifter lançará, em março, a sua estreia homónima pela Brainstorm Records. Ape Shifter é rock instrumental que se inspira nos riffs rock dos anos 70 e adiciona desde a fúria do punk ao groove do metal. O coletivo é liderado por Jeff Aug nascido em Washington mas atualmente a residir nos Alpes, na Alemanha. Disponíveis já estão um vídeo ao vivo e para o tema Sakrotani.


A Inner Wound Recordings assinou com os Power Quest, um dos mais importantes nomes do power metal melódico. A banda entra em estúdio em abril e o novo álbum, já o sexto, está previsto para outubro. A banda já andou em tournée com Helloween, Angra, Freedom Call e Symphony X, mas está pronta para atingir um nível mais elevado.


Welcome To The End é nome do novo álbum dos Stormhammer com lançamento via Massacre Records. Os primeiros detalhes já foram revelados, incluindo a capa a cargo de Yan Yrlund. O lyric video do tema Northman foi, também, já disponibilizado. Natalie Pereira dos Santos (ex-Envinya, The Boris Karloff Syndrome) surge como vocalista convidada.



Foram quatro anos de empenho na criação de Heterotopia, a nova odisseia sinfónica dos Schooltree. A banda de art rock sedeada em Boston e liderada por Lainey Schooltree lança assim um épico de 100 minutos num duplo álbum que segue a tradição dos melhores e mais ambiciosos álbuns conceptuais. Brilhante, também, é o libreto completo que dá vida às letras e à história.



Som alternativo com canções que carregam traços regionais, Rock, MPB e Baião. É este o Projeto Rivera, composto por cinco elementos comprometidos com o trabalho e a ideia de que tudo pode ser feito de forma orgânica, verdadeira e manual. O Projeto, que nasceu em 2013, logo no ano seguinte já idealizava o seu primeiro CD que foi lançado em 2015, com o título Eu Vim Te Trazer o Sol. Com 13 faixas, o disco foi composto em viagens pelas cidades do interior do Ceará e passeia por letras que exploram histórias vivenciadas nessas andanças. Recentemente a banda, que foi uma das contempladas no Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes, começou a trabalhar no seu segundo álbum, que conta com a produção de Léo Ramos, guitarrista e vocalista da banda Supercombo. O vídeo para o single de avanço Canto Bom já foi lançado no Youtube. A banda é composta por Victor Caliope (vocal), Gabriel Fontenele (baixo), Bruno Santos (guitarra), Matheus Brasil (bateria) e Flávio Nascimento (guitarra).


Daniel Monteiro, aka Dany M é um cantor, guitarrista e compositor português, que tem já um percurso variado na música, essencialmente como guitarrista e baixista, tendo sido elementos dos 100 Complexos, e que em setembro de 2015 se lançou num projeto a solo, cujo resultado é Beyond Reason, primeiro álbum a ser lançado em abril. Beyond Reason é um trabalho com 10 músicas originais, com sonoridades muito variadas, num pop-rock que faz lembrar Oasis, Pink Floyd ou John Mayer, mas sempre com influências de Blues/Jazz presentes. Este trabalho do autor foi gravado em V.N. Gaia no estúdio 100 Off-Records e foi produzido por Vítor Neves. As pré-vendas de Beyond Reason irão começar no dia 17 de março com as vendas no formato digital a começarem dia 07 de abril uma semana antes do começo das vendas no formato físico. Em março poderemos, também, ouvir um lyric video de um dos temas.

Flash-Review: Planet Zero (Art)

Álbum: Planet Zero
Artista:  Art   
Editora: Sliptrick Records   
Ano: 2017
Origem: Itália
Género: Rock, Prog Rock, Hard Rock
Classificação: 5.3/6
Breve descrição: Planet Zero é a estreia dos italianos Art e olhando para a capa somos levados a pensar o pior. Felizmente, o conteúdo é bem melhor, numa mistura de hard rock e prog rock bem conseguida, elegante e de belo efeito. Uma diversidade de influências genericamente bem manuseadas e mescladas na criação de um disco sólido e criativo. Uma viagem sónica emotiva, intimista e, por vezes, explosiva.
Highlights: No Butterflies, Yellow Leaves, Scarecrow, Nothing Else
Para fãs de: John Wesley, Marillion, Spock’s Beard, Neal Morse, Toto, Whitesnake

Tracklist:
1.      Blind Man
2.      Four Colours
3.      Perfect Time
4.      No Butterflies
5.      Planet Zero
6.      Insomnia
7.      Yellow Leaves
8.      Scarecrow
9.      Nothing Else

Line-up:
Denis Borgatti – vocais
Enrico Lorenzini – teclados
Roberto Minozzi – guitarras
Diogo Quarantotto – baixo
Fabio Tomba – bateria

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Entrevista: Dead Behind The Scenes

Depois do lado mais luminoso, surge o lado mais negro desse incrível coletivo italiano que são os Dead Behind The Scenes. A criatividade e a originalidade, essas são as mesmas numa e noutra faceta. Dave Bosseti, vocalista, falou-nos desta rodela e do que já estão a preparar estes transalpinos que, recentemente ficaram sem baterista.

Olá Dave, tudo bem? Eis a vossa segunda e mais obscura parte do vosso trabalho. Mas… com a mesma qualidade… Como se sentem neste momento?
Olá a todos! Estamos muito animados com as reviews que temos recebido. Quase todos os webzines que ouviram o Black EP deram-nos boas notas e notaram melhorias na gravação e nas estruturas das canções. Infelizmente, Chris acaba de sair da banda, pelo que estamos agora à procura de um novo baterista.

Como foi o vosso método de trabalho desta vez? Mudaram alguma coisa?
Usamos o mesmo método de trabalho que tínhamos usado no White EP, mas desta vez tentamos entrar em contacto com o nosso lado mais escuro. Passei dias inteiros a escrever letras e a tentar dar o significado certo para cada música. Passamos muito tempo a trabalhar o mood e o som do EP, tentando vários efeitos para criar algo que nos satisfizesse. A composição do EP também foi influenciada por romances de terror e alguns conceitos interessantes trazidos por alguns filósofos do século XX.

Como foi preenchido este espaço temporal desde a edição do White EP?
Fizemos o máximo que pudemos, tentando promover o nosso EP em todo o norte da Itália, e vendemos quase todas as cópias físicas que tínhamos feito e divertimo-nos com os nossos fãs espetáculo após espetáculo.

Dizem que este EP mostra o lado mais negro da banda. Agora que já mostraram duas faces, o que se segue?
Atualmente estamos a trabalhar em novas coisas e esperamos encontrar uma editora disposta a produzir e promover o nosso primeiro longa-duração. Ainda não sabemos como irá soar, mas vamos certamente tentar derreter as diferentes atmosferas que governaram os nossos EPs anteriores. Vivemos na idade 0, onde tudo é cancelado em nome do lucro. Provavelmente, o nosso primeiro álbum será um protesto contra a destruição da identidade e dos direitos sociais que está a infestar o nosso mundo.

Todas as canções foram lançadas, uma a uma, no vosso facebook, certo? Quais foram os objetivos?
Queríamos alcançar tantas pessoas quanto pudéssemos, por isso compartilhamos todas as músicas do facebook. Os nossos EPs também estão disponíveis em vários sites na Internet.

Falem-de da canção Etius… Como surgiu esse tema tão diferente?
Etius foi composto por Lollo (teclados) e Chris (bateria). Passaram uma noite inteira no quarto de Chris sem dormir um minuto. Depois de quase 10 chávenas de café, deram à luz Etius, uma canção que tenta descrever três estados existensiais diferentes: Diagnóstico-Paralisia-Análise.

Por falar disso, voltaram a gravar no quarto de Chris?
Todas as músicas foram gravadas no quarto de Chris, mas os processos de mistura e masterização decorreram no STUDIO 915 em Milão. É um estúdio dirigido por gente que acredita na boa música.

Mais uma vez, obrigado, Dave! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Em primeiro lugar, muito obrigado por nos entrevistares, pois é sempre um prazer compartilhar informações com pessoas que estão interessadas no nosso projeto. Esperamos encontrar um novo baterista assim que possível e voltar ao palco em breve. Tocar ao vivo é como uma droga para nós! Esta é a nossa página do facebook: https://www.facebook.com/DeadBehindTheScenes/?fref=ts. Sigam-nos para conhecer todas as novidades sobre a banda! Felicidades! Tenham um bom dia e não se esqueçam do rock 'n' roll!