domingo, 22 de janeiro de 2017

Flash Review: Hegaiamas: A Song For Freedom (Need)

Álbum: Hegaiamas: A Song For Freedom
Artista:  Need    
Editora: Independente
Ano: 2017
Origem: Grécia
Género: Prog Metal
Classificação: 4.5/6
Breve descrição: Quarto álbum para o coletivo grego apelidado dos bad boys do prog metal helénico. E isso porque o som dos Need é progressivo, sofisticado, pesado, agressivo e preenchido com elementos de modernidade.
Highlights: Rememory, Alltribe, Tilikum
Para fãs de: Dream Theater, Symphony X, Threshold, Fates Warning

Tracklist:
1. Rememory
2. Alltribe
3. Therianthrope
4. Riverthane
5. Tilikum
6. I.O.T.A.
7. Hegaiamas

Line-up:
Jon V. – vocais
Ravaya – guitarras
Anthony – teclados
Victor – baixo
Stelios – bateria

Flash Review: Vengeance (Mystic Prophecy)

Álbum: Vengeance
Artista:  Mystic Prophecy   
Editora: Massacre Records    
Ano: 2017
Origem: Alemanha/Grécia
Género: Heavy Metal, Power Metal, Thrash Metal
Classificação: 4.7/6
Breve descrição: Em 2002 com o álbum Vengeance, os Mystic Prophecy preencheram o espaço existente entre o power metal e o thrash metal da escola da Bay Area. Agora, 15 anos volvidos, a Massacre Records procede à reedição deste álbum marcante na história do metal, adicionando dois temas bónus gravados ao vivo em 2007. Um disco cheio de poder e melodias galopantes onde se pode começar a ouvir o génio desse guitarrista chamado Gus G.
Highlights: Damnation And Darkness, Dark Side Of The Moon, River Of Hate, In The Mirror, When Shadows Fall
Para fãs de: Powerwolf, Accept, Master Plan, Freedom Call, Primal Fear, Judas Priest, Exodus

Tracklist:
1. 1454 - The Beginning
2. Sky's Burning
3. Damnation And Darkness
4. Welcome (In The Damned Circle)
5. Dark Side Of The Moon
6. River Of Hate
7. In The Mirror
8. In The Distance
9. When Shadows Fall
10. Fallen Angel
11. Evil Empires - Live 2007 (Digipak Bonus)
12. Masters Of Sin - Live 2007 (Digipak Bonus)

Line-up:
R.D. Liapakis - vocais
Gus G. - guitarras
Martin Albrecht - baixo 
Dennis Ekdahl - bateria

sábado, 21 de janeiro de 2017

Notícias da semana

Dos Estados Unidos chegam-nos os Letters From The Fire, banda de hard rock que se estreia com o álbum Worth The Pain. O álbum tem lançamento na Europa via Sand Hill Records/Cargo Records a 18 de março e apresenta 13 temas cheios de melodia e peso. Em avanço, a banda lançou vídeos para os temas Give In To Me e Worth The Pain.




A 13 de janeiro os hard rockers finlandeses Social Stain lançaram a sua estreia discográfica homónima. São 12 temas onde a banda demonstra as suas influências radicadas no hard rock, metal e punk dos anos 90. Dead Man Walking é o vídeo extraído desse trabalho.




Os Galo Cant'às Duas é uma ideia de Gonçalo Alegre e Hugo Cardoso, que são daqui bem perto de nós – Castro Daire. Os Anjos Também Cantam é o primeiro trabalho discográfico do duo, mas nem por isso terá pouca projeção editorial. Lançado pela Blitz Records e distribuído pela prestigiada Sony Music Entertainment, o álbum vem confirmar as esperanças já depositadas nos Galo Cant'Às Duas pelas performances ao vivo já conhecidas que não deixavam grande margem para dúvidas quanto à inegável ousadia e virtuosismo do duo. Piscam o olho ao pós-rock e ao space rock. Riffs graves são repetidos até penetrarem nos nós cerebrais e finalmente rebentam em clímaxes com tanto de longamente antecipados como de inesperados e surpreendentes. Marcha dos Que Voam é o primeiro vídeo.


Abraço é o novo trabalho de oLUDO, um álbum que personifica a encruzilhada entre o rock e o indie pop Português. O single de apresentação, com o nome homónimo do álbum, é uma desventura de ritmo marcado pelo fogo da paixão e da descoberta, com a serenidade da atualidade. O video é da autoria do estúdio criativo Ferro & Ferreirim. Abraço é o 2º álbum d’oLUDO e será lançado em março de 2017.



Os Suicide By Tigers lançaram o vídeo do tema True Believers. Este tema faz parte do álbum de estreia homónimo do coletivo sueco. Suicide By Tigers foi gravado, misturado e masterizado por Berno Paulsson (The Haunted, Amon Amarth, Spiritual Beggars) nos Berno Studio, Malmö.


Crank é o EP de estreia dos Damage Limit banda finlandesa nascida em 2010. A edição está a cargo da Secret Entertainment. Crank apresenta coros catchy e riffs heavy, embora apresentados de uma forma não tão simples como a redação possa sugerir. Se não confiram o vídeo do tema Without You.






No dia 15 de janeiro os Inkilina Sazabra celebraram o seu sétimo aniversário e para comemorar disponibilizam a capa e título do seu novo disco. Umbria Noite é o quarto álbum da banda e terá edição ainda este ano.



Desolate Angels é o segundo disco dos Soundscapism Inc. e apresenta 13 canções inteligentes, versáteis e cinematográficas canções criadoras de ambientes atmosféricos. Flávio Silva participa vocalizando os temas Evening Lights, Supernovas At Fever Pitch e February North. A capa esteve a cargo de João Filipe. Desolate Angels saiu a 16 de janeiro numa edição Ethereal Sound Works, estando disponíveis os vídeos para a faixa-título e Above Us Only Sky.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Entrevista: Lucifer's Friend

Depois de uma compilação e de um álbum ao vivo as expetativas eram altas para um novo disco de originais dos lendários Lucifer’s Friend. Finalmente chegou Too Late To Hate um disco que, decerto, não dececionará os fãs mais antigos e ainda irá conquistar novos. Mais uma vez John Lawton acedeu a responder a Via Nocturna.

Olá John, mais uma vez… Tudo bem? Era isto que ainda faltava no regresso dos Lucifer’s Friend - um álbum de material totalmente novo... Devem estar a sentir-me muito bem agora...
Sim, depois de todo este tempo, foi bom voltar a estúdio e gravar faixas totalmente novas... um álbum completamente novo. Peter Hesslein trabalhou muito para conseguir ter boas músicas e acho que conseguimos isso com Too Late To Hate.

E estas músicas são todas totalmente novas?
Sim, todo o material é novo. Peter enviou-me muitas canções para escolher e acho que escolhemos as melhores.

Depois de uma compilação e de álbum ao vivo, os fãs esperariam, de facto, um álbum de originais em breve. Pressionaram-vos muito para teres este lançamento o mais rápido possível ou não?
Acho que depois de gravar 4 novas faixas para o álbum Awakening, achamos que deveríamos levar isso mais longe com um álbum completamente novo. Sim, houve alguma pressão dos fãs, mas acho que ainda houve mais de nós próprios para lançar algo novo.

Então também se pressionaram a vocês próprios para colocar algo novo cá fora? Conseguiram controlar os vossos impulsos (risos)?
Oh, estava muito feliz em gravar algo novo e senti-me bem a ouvir os outros membros a tocarem. Trouxe muitas lembranças de volta... nós nunca controlamos os nossos impulsos!

Por que um nome como Too Late To Hate? Num mundo de guerras e intolerâncias, estão a tentar dizer alguma coisa?
Acho que no atual clima de medo muita gente tem que continuar com as suas vidas diárias. Nós odiamos as coisas que nos fazem ter medo, mas um pouco mais tolerância de coisas que não entendemos não seria mau…

Mantêm as bases do velho som Lucifer’s Friend mas com um toque moderno. Foi uma escolha consciente?
Não, não, realmente, nunca vamos para o estúdio com um som em mente, normalmente acontece quando começamos a captar os instrumentos. Teremos sempre este som Lucifer’s Friend por causa das passagens instrumentais. Peter Hesslein tem um som distintivo na guitarra, assim como Dieter Horns no baixo. Com a adição de Jogi nos teclados e Stephan na bateria que conhecem o som de Lucifer’s, o legado LF continuará...

Importas-te de falar um pouco da faixa bónus... uma música gravada ao vivo no Japão?
When You’re Gone foi uma peça curta que juntamos rapidamente em Hamburgo antes de irmos para o Japão. A ideia era ter uma peça de música que pudéssemos apresentar no final do concerto em que disséssemos adeus e não, simplesmente, sair do palco. Por isso foi gravado no Japão num dos espetáculos e decidimos colocá-lo no álbum.

Como vivenciaram essa experiência de regressarem todos a estúdio?
Bem, na verdade, eu gravei os meus vocais em Londres e eles gravaram as suas partes em Hamburgo. A tecnologia de hoje é tão boa que uma banda não precisa juntar-se em estúdio para gravar. Precisávamos de um estúdio apropriado para gravar as faixas de bateria (aqui não há drum machines). E também para Jogi gravar num piano de cauda apropriado. A guitarra e o baixo foram gravados na casa de Peter Hesslein e Jogi gravou a maioria das suas pistas de sintetizador em sua casa. Funcionou muito bem...

Prontos para ir para palco com essa banda novamente? O que têm planeado para os próximos tempos?
Temos concertos e festivais planeados para este ano. Novamente o Sweden Rock, que é um festival muito bom e estamos a falar de uma tour para o início da Primavera. Além disso, vamos gravar outro álbum completamente novo em março/abril. Temos muito material novo, que acho que será melhor do que Too Late To Hate.

Mais uma vez John, muito obrigado! Desejas acrescentar algo mais?
Hey é um prazer! Só espero que possamos começar a tocar na tua parte do mundo e se o fizermos, para todos os fãs aí, apareçam e digam um olá! 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Playlist Via Nocturna 19 de janeiro de 2017


Melhores 2016: Top 20 Rock


Review: Goldfish Motel (Motorfingers)

Goldfish Motel (Motorfingers)
(2016, Logic (il) Logic Records)
(5.5/6)

Metal contemporâneo, de grande dinamismo rítmico assente em bases poderosas mas cheias de groove é o que nos propõem os Motorfingers que com Goldfish Motel atinge a marca de três álbuns. São 11 temas enérgicos, vitaminados e aditivados numa linha dos Nitrodive, com riffs pesados dentro da escola thrash metal de uns Metallica, com uma criatividade próxima de nomes do NWOAHM (nomeadamente Avenged Sevenfold ou System Of A Dawn – muito devido aos breakdowns melódicos existentes e estruturas rítmicas estranhas e complexas) e sempre apresentados de uma forma perfeitamente contemporâneo, dentro de um modern metal/post hardcore na linha de Black Veil Brides ou Falling In Reverse. Tanta referência pode indiciar alguma confusão, mas ela não existe. Os Motorfingers criam em Goldfish Motel um disco poderoso, com a sua dose de melodia e, acima de tudo, imensa criatividade ao nível das estruturas e arranjos. E consegue surpreender com uma piscadela de olhos ao hard rock dos anos 80 num tema como Burning Down ou pela forma como se expõem e saem fora da sua zona de conforto em Nothing But A Man – um registo acústico, completamente despido de estratagemas musicais apenas com o recurso adicional de um ensemble de cordas. Ou ainda no sentido de musicalidade vs criatividade que incutem em Tonight. No lado oposto, Pull The Trail será o momento mais pesado, chegando a lembrar Pantera. A maturidade apresentada por este coletivo é já assinalável e Goldfish Motel confirma isso mesmo. Fossem eles americanos e este disco teria, seguramente, muito maior projeção internacional.

Tracklist:
1.      Walk On Your Face
2.      Behind This Fire
3.      Obscene
4.      The Day Of Dawn
5.      XXXIII
6.      Burning Down
7.      Nothing But A Man
8.      Pull The Trail
9.      Disaster
10.  Tonight
11.  Eat Your Gun

Line-up:
Abba – vocais
Max – guitarras
Spezza – guitarras
Faust – baixo
Alex – bateria

Internet:
Facebook   
Website   

Edição: Logic (il) Logic Records    

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Entrevista: Bandzilla

Richard Niles tem um longo passado na história da música mas o seu último projeto é verdadeiramente colossal. A big band Bandzilla assina Bandzilla Rises onde 25 músicos e cantores (incluindo Leo Sayer e Randy Brecker) de quase todo o mundo colaboram para a criação de uma obra grandiosa de jazz-fusão. O mentor deste projeto, Richard Niles, contou-nos tudo a seu respeito.

Olá Richard, obrigado pela disponibilidade. Como nasceu este projeto Bandzilla?
Em 1985 fiz os arranjos de Slave To The Rhythm para o produtor Trevor Horn. Usei uma grande orquestra e uma big band de jazz tradicional a tocar uma combinação de bebop e funk. Esta foi sempre a minha marca registada de técnica de escrita. Um dos músicos da sessão, Guy Barker, pediu-me para começar a minha própria big band. E eu disse que faria isso se ele montasse os espetáculos.

Como surge este nome Bandzilla?
No álbum de Grace Jones, Trevor Horn chamou-nos The Big Beat Colossus. Mas a sua companhia não permitiu que usássemos esse nome, assim surgi com uma big band de músicos monstruosos, BANDZILLA.

É um projeto com muita gente envolvida. Como é feita a gestão de tantos músicos?
Estudei composição de jazz e arranjos no Berklee College of Music. Tenho trabalhado como produtor e compositor profissional desde 1975, trabalhando com grandes conjuntos. A orquestra é mais o meu instrumento do que a guitarra.

És o único compositor ou colaboras com outros músicos nesse trabalho?
Escrevi as músicas e as letras de todo o material, com exceção de Stone Jungle, que escrevi com a diva da soul Deniece Williams. Mas todas as faixas são colaborações com músicos verdadeiramente surpreendentes com quem tive a sorte de trabalhar. Um pedaço de papel manuscrito permanece em silêncio até que os músicos inspiram vida nele.

Consideras este o teu trabalho mais ambicioso até agora? Por quê?
Este é o meu melhor e mais ambicioso trabalho por causa do número de músicos talentosos e cantores que gravaram em todo o mundo. Ter grandes artistas como Leo Sayer, que teve 16 top 10 hits e Randy Brecker, que é um dos artistas mais influentes na história do jazz, é um prazer que não posso expressar com palavras. Também é importante salientar que todos os músicos deram os seus serviços pelo gosto pela música. O álbum teria sido impossivelmente caro se eu tivesse que pagar. Este facto faz-me ainda mais grato.

Assim, como descreverias Bandzilla Rises, nas tuas palavras para quem não vos conhece?
Bandzilla é mais facilmente descrito como jazz-fusão. Não vejo diferença entre estilos. É tudo música. Por isso misturo livremente funk, soul, rock, jazz, latin e elementos clássicos. Quero contar histórias e usar o estilo de música que melhor expressa o tema da peça.

Como decorreram as sessões de gravação?
O álbum foi gravado na Califórnia, Inglaterra, Escócia, Espanha e Austrália. Os músicos foram uma mistura internacional de brasileiros, ingleses, escoceses, americanos e polacos. Foi gravado peça a peça, ao longo de um período de 2 anos, dando-me a oportunidade de trabalhar intimamente com cada músico.

Haverá hipóteses de levar este projecto para palco ou será apenas um projeto de estúdio?
Novamente, e infelizmente, é uma questão de dinheiro. Colocar uma banda de 25 elementos no palco é uma proposta cara, portanto estamos agora a trabalhar no sentido de arranjar financiamento para fazer isso.

Em que outros projetos estás envolvido atualmente?
Sou produtor/compositor profissional desde 1975 e trabalhei com alguns dos maiores artistas da história, incluindo Paul McCartney, Ray Charles, Tina Turner, Cher, Michael McDonald, James Brown, Pet Shop Boys e Tears For Fears. No jazz trabalhei com Pat Metheny, Bob James, John Patitucci e Bob Mintzer. Como podes imaginar, BANDZILLA levou muito do meu tempo. E ainda estou a trabalhar arduamente na promoção do álbum. Também faço outro trabalho comercial. De momento, estou a organizar um novo projeto para Paul Carrack. Também ensino e faço masterclasses em faculdades. Sou muito ocupado!

Obrigado Richard. As últimas palavras são tuas...
Este projeto foi um trabalho de amor. Viverá ou morrerá dependendo se o público comprar ou não os discos a partir do nosso site, www.bandzilla.net. Assim sendo, estou feliz que a Via Nocturna nos esteja a dar a oportunidade de espalhar a palavra.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Review: Various (Alfredo Gargaro)

Various (Alfredo Gargaro)
(2016, Sliptrick Records)
(5.5/6)

E de repente fomos assaltados por uma série de guitarristas italianos. Primeiro foi, já há algum tempo, Antonello Giliberto, depois, mais recentemente, foram Matteo Brigo e Giordano Boncompagni. Finalmente chegou a vez de Alfredo Gargaro que se estreia a solo com Various. Desta curta amostra de mestres da guitarra, sempre poderemos dizer que o país da pasta está muito bem servido de guitarristas, até porque cada um deles imprime um estilo diferente. Ao contrário dos outros, Gargaro não envereda tanto pelo estilo de guitar hero nem de shred guitarist. Por isso Various tem apenas três temas instrumentais, estando as vocalizações dos restantes sete entregues a vocalistas convidados. O desempenho de Gargaro situa-se mais no campo da criação de canções onde a guitarra – quer nas harmonias, quer nos ritmos, quer nos solos – é muito trabalhada. E Various, como o próprio nome deixa antever, é um disco bem diverso. Para além dos citados instrumentais (Various, Different Soul e Twister), há um tema vocalizado por voz feminina (No More Free), há um tema de power metal melódico (Exodus), há um blues na linha de Gary Moore (‘Till The End Of Time), há um tema com uma soberba melodia e linhas góticas (Deadly Ride) e há os restantes três temas de metal pesado, compassado e muito orientado para os riffs. Mas, para além de variado, Various não é muito equilibrado, sendo que há claramente uns temas que estão num patamar muito superior a outros. E aqui merece destaque a segunda metade do disco, que é onde os mais altos níveis de qualidade são atingidos. Ainda assim, é notável o talentoso trabalho de Alfredo Gargaro quer na composição, quer na execução.

Tracklist:
1.      Various
2.      Burning Down
3.      Kill The Flame
4.      The Shark
5.      Different Soul
6.      Exodus
7.      Deadly Ride
8.      No More Free
9.      ‘Till The End Of Time
10.  Twister

Line-up:
Alfredo Gargaro – guitarras
Francesco Lattes, Cesare Verdacchi, Giuseppe Cialone, Tiziano Marcozzi, Francesca Mexx, Freddy Rising, Giorgio Lorito - vocais
Andrea Mattei – baixo, guitarra, bateria

Internet:
Facebook   
Website   
Youtube   

Edição: Sliptrick Records   

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Entrevista: Stolen Rhodes

Os Stolen Rhodes começaram há quatro dias em França a sua tour europeia, para apresentar o álbum Bend With The Wind. Ainda antes disso, diretamente desde Filadélfia, a sua terra natal, Matt Pillion falou a Via Nocturna sobre esta vinda e sobre o álbum que vêm apresentar. Aqui ficam as suas palavras.

Viva! Tudo bem? Para começar, podes apresentar os Stolen Rhodes aos rockers portugueses?
Olá! Estou ótimo, obrigado! Olá Portugal, sou Matt Pillion, vocalista/guitarrista/saxofonista dos Stolen Rhodes. Na guitarra principal, temos Kevin Cunningham. No baixo, temos Jack Zaferes e na bateria temos Chris James. Somos de Filadélfia, PA. Chamo a música que fazemos de Americana Rock, porque nas músicas que escrevemos podes ouvir elementos de rock, blues, country, folk, e até mesmo algum R & B old-school. Muitas pessoas chamam-nos de Southern Rock, mesmo não sendo do sul dos EUA. Apenas digo que soamos como nós somos, da América, assim que Americana Rock parece agradável.

Como tem sido a vossa existência desde a formação?
Bem, aqui fica um pouco da história de como a banda se formou. Rhodes Stolen inicialmente começou como uma forma de eu gravar bastantes músicas que tinha escrito. Na altura, não fazia parte de nenhuma banda, por isso, chamei alguns velhos amigos para me ajudar a dar vida às músicas. Quando o nosso guitarrista Kevin Cunningham se juntou a nós, houve química instantânea e percebemos que tínhamos uma banda real entre mãos! Isto foi em 2009. Andamos alguns anos em tournées regionais pelos EUA antes de nos transformarmos, oficialmente, numa banda que a tempo inteiro andava em tournée por todo o país, em 2014. Foi uma viagem louca, toneladas do trabalho, mas cada minuto valeu a pena. Não me imaginava a fazer outra coisa.

Falando do álbum Bend With The Wind, como o descreverias para quem não vos conhece?
O nosso objetivo quando fizemos Bend With The Wind foi dar aos fãs um disco que capturasse a energia e a experiência de um espetáculo ao vivo dos Stolen Rhodes. Acho que ficamos muito próximos. A energia sobe e cai, depois sobe novamente como uma performance ao vivo e, em seguida, o disco fecha com uma canção que muitas vezes tocamos ao vivo, a nossa versão Rosalita de Bruce Springsteen. Esse também era um novo território para nós - nunca tínhamos gravado uma versão antes. Na verdade, neste disco, fizemos muitas coisas que foram novas para nós, como escrever várias músicas completamente no estúdio e incluir duas melodias acústicas descontraídas entre os temas rock up-tempo. Acho que é um disco muito emocionante e estou muito orgulhoso disso. Acho que é a melhor composição que já fizemos como banda e acho que, em estúdio, realmente conseguimos as melhores performances possíveis. Estou muito animado para que os fãs em Portugal o possam ouvir!

De onde vem toda essa criatividade?
A inspiração vem de qualquer lugar - só tens que a agarrar na altura certa. As nossas músicas são sobre uma variedade de tópicos, amor, as lutas do trabalho para fazer face às despesas, a eliminação de hábitos autodestrutivos, ou mesmo apenas uma boa canção com uma história à moda antiga. Quando a inspiração chega, só tens que te deixar levar até algum lugar, e tu nem sempre sabes onde esse lugar vai ser. Para mim, essa é a coisa excitante a respeito da composição.

Como funciona o processo de escrita nos Stolen Rhodes?
Para nós, sinto que as nossas músicas mais fortes são as que escrevemos juntos. De uma maneira geral, uma pessoa traz para a banda uma música que pode ou não estar completa. Reunimos e trabalhamos na música, colocando os nossos próprios toques, quer liricamente, musicalmente ou em termos de arranjos. Todos nós trazemos forças diferentes para a mesa, portanto quando tudo está no lugar certo, o todo é maior do que a soma das partes. Há outras vezes quando, por exemplo, Kevin tem um riff de guitarra no qual está a trabalhar e a música cresce em torno disso. É uma espécie de mistura de ambos e isso acontece organicamente.

Queres falar um pouco da forma como decorreu o processo de gravação? Onde gravaram?
Certo! Gravamos Bend With The Wind com o nosso produtor, David Ivory. Ele possui os Dylanava Studios, que é uma incrível academia fora da Philadelphia. Também já tínhamos trabalhado com ele no nosso EP Slow Horse. Ele é muito bom a gerir a nossa energia e ajuda-nos a concentrar para obter, não só o melhor desempenho mas também a melhor composição. David, também traz muita experiência de gravação. Trabalhou com os The Roots, Silvertide e com os vencedores de um Grammy, Halestorm. Também trabalhou no lendário Sigma Sound em Filadélfia, portanto sabíamos que iríamos ter um disco com um grande som tendo David no comando. Tê-lo como nosso produtor e mentor ajudou-nos a crescer como banda. Como já disse, fizemos muitas coisas novas neste disco. Uma dessas novidades favoritas foi gravar duas faixas acústicas (Makin' Money e So Long) ao vivo em um ou dois takes. Também escrevemos a música Get On Board, totalmente em estúdio. Isso também foi uma novidade para nós: nunca lançamos uma música que tenha sido feita durante a gravação de um disco. Escrever para este disco foi como pisar fora da minha zona de conforto, o que se tornou muito gratificante quando ouço como saiu.

Em breve iniciarão a vossa tour europeia? É a vossa primeira vinda cá?
Sim! Iremos fazer 27 datas na Europa em janeiro e fevereiro. Visitei a Europa uma vez quando tinha 18 anos, mas esta será a primeira vez que eu vou tocar aí. Estou muito, muito animado... não só por visitar novamente a Europa, mas também para conhecer os fãs europeus e tocar para o público europeu. Tenho muitos amigos músicos que já visitaram a Europa antes, e penso que a maioria deles prefere andar em tournée aí do que em qualquer outro lugar! O que ouço, mais do que tudo, é que o público na Europa é incrível. Os fãs europeus adoram a música rock e gostam de ir aos concertos. Mal posso esperar!

Estão a preparar alguma coisa especial para essa tournée?
Claro! Trazemos coisas novas para apimentar as músicas, quer se trate de acrescentar algumas jams prolongadas entre as músicas, ou estrear algumas músicas novas. Acima de tudo, porém, o público deve estar preparado para um show de rock que os prenderá e os manterá lá até à última nota! Quando o público está feliz, nós estamos felizes, por isso, tentaremos dar-lhes uma experiência que nunca esquecerão!

Obrigado, Matt! As últimas palavras são tuas...
Obrigado pelas perguntas, sinceramente, gostei! Por favor, visitem-nos no nosso site em stolenrhodes.com e no Facebook (facebook.com/stolenrhodes), Instagram (instagram.com/stolenrhodes) e Twitter (twitter.com/stolenrhodes). Além disso, se ainda não têm uma cópia de Bend With The Wind, podem obtê-la no iTunes (bit.ly/2dSt8YN) ou uma cópia física na nossa loja online (bit.ly/elbendwiththewind). Obrigado, Portugal! Os melhores cumprimentos desde Filadélfia!